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Atendimento e WhatsApp

Posso usar o WhatsApp pessoal para atender pacientes?

Resposta diretaPode, com cuidado. O Parecer CFM 14/2017 permite o WhatsApp para comunicação privada entre médico e paciente já atendido, enviar dados e tirar dúvidas, sem substituir a consulta presencial e com sigilo absoluto. Como a conversa traz dado de saúde, sensível pela LGPD, um número do consultório, com histórico ligado à ficha, facilita proteger paciente e médico.
Equipe Doctor System
Publicado em Atualizado em

O que o CFM diz sobre WhatsApp com pacientes?

A ementa do Parecer CFM 14/2017 permite o uso do WhatsApp e de plataformas parecidas na comunicação entre médicos e seus pacientes, em caráter privativo, para enviar dados ou tirar dúvidas. Todas as informações têm caráter confidencial.

O parecer põe três limites:

  • Não substitui a consulta. A troca de mensagens não substitui a consulta presencial nem as consultas de complementação diagnóstica ou de evolução, a critério do médico.
  • Vale para quem já é paciente. A conversa é admitida com pessoas que já recebem assistência, para tirar dúvidas, tratar da evolução e passar orientações de caráter emergencial.
  • Vai para o prontuário. Se a conversa for relevante, o médico deve orientar o paciente a ir ao consultório e registrar o contato no prontuário ou na ficha clínica assim que tiver acesso a ele.

O parecer é do Conselho Federal de Medicina. Dentistas, psicólogos e fisioterapeutas devem conferir a orientação do próprio conselho.

Por que o número pessoal é um risco para o consultório?

Exame, foto e queixa enviados pelo paciente são dado referente à saúde, que a LGPD (Lei 13.709/2018, art. 5º, II) classifica como dado pessoal sensível. O art. 46 exige medidas de segurança, técnicas e administrativas, para proteger esses dados de acesso não autorizado, perda ou vazamento.

No celular pessoal, isso fica difícil de cumprir:

  • a conversa do paciente divide espaço com grupos de família e amigos;
  • o histórico fica preso a uma pessoa e pode se perder se ela trocar de aparelho ou deixar a equipe;
  • fica difícil saber quem leu ou respondeu;
  • o que precisa ir para o prontuário depende de alguém copiar à mão.

Como fazer do jeito certo

  1. Use um número do consultório, separado do pessoal.
  2. Use o chat para dúvidas só com quem já é paciente; com quem ainda não é, trate apenas de agenda e marcação.
  3. Não faça consulta pelo chat: se o caso pedir avaliação, marque o atendimento.
  4. Registre no prontuário o que for relevante.
  5. Dê a cada pessoa da equipe o próprio acesso.

Este é um resumo. Como trazer o WhatsApp para dentro de um sistema, ligado à ficha do paciente, e o que perguntar antes de contratar estão no guia Software para clínica com WhatsApp: checklist para escolher.

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Leia Software para clínica com WhatsApp: checklist para escolher, com todas as regras, a fonte de cada uma e um passo a passo.

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Fontes consultadas

  1. Parecer CFM nº 14/2017 — Uso do WhatsApp em ambiente hospitalar
  2. Lei nº 13.709/2018 — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) — Planalto