Como calcular o ticket médio do consultório?
Qual é a fórmula do ticket médio?
No Guia Prático de Precificação para os Pequenos Negócios, o Sebrae calcula o ticket médio dividindo a receita total pelo número de clientes e usa o resultado no lugar do preço, na conta do ponto de equilíbrio. No consultório, a unidade mais útil é o atendimento pago:
Ticket médio = faturamento do mês ÷ número de atendimentos pagos no mês
No exemplo ilustrativo do nosso guia, um consultório que faturou R$ 44.800 com 112 atendimentos pagos tem ticket médio de R$ 400 (44.800 ÷ 112).
Que erros distorcem o ticket médio?
- Misturar consulta e procedimento. Um procedimento caro puxa a média para cima e esconde a queda no valor das consultas. Calcule um ticket para cada tipo de atendimento.
- Contar atendimento não pago. Retorno sem cobrança e cortesia entram na agenda, mas não no divisor da conta de receita. Acompanhe-os à parte.
- Trocar a base de um mês para o outro. Faturamento não é lucro, lembra o guia de planejamento financeiro do Sebrae. Para o ticket médio, escolha uma base (valor faturado ou valor recebido) e mantenha a mesma todo mês.
- Calcular sem registro. Se você atende como pessoa física, a Receita Federal prevê o carnê-leão mensal sobre os rendimentos recebidos de outras pessoas físicas, pago até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento, quando houver imposto devido. Se a sua base é o valor recebido, esse mesmo registro mensal serve para o ticket médio.
O que fazer com o número?
Compare o ticket médio com o mês anterior e com o ponto de equilíbrio. Dividindo o faturamento mínimo do mês pelo ticket médio, você descobre quantos atendimentos precisa fazer para não ter prejuízo.
A conta completa, com taxa de ocupação, margem, ponto de equilíbrio e uma rotina semanal, está no guia Gestão financeira de consultório médico.
Quer o guia completo?
Leia Gestão financeira do consultório médico: 8 indicadores, com todas as regras, a fonte de cada uma e um passo a passo.
No Doctor System: Veja o controle de receita do Doctor System.


