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Doctor System Atlas

Ducto deferente

Tubo muscular de parede espessa que leva os espermatozoides do epidídimo à uretra. Sobe pelo cordão espermático e termina atrás da bexiga, onde forma o ducto ejaculatório.

Ilustração anatômica: Ducto deferente (Vas Deferens)
Ducto deferente. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O ducto deferente continua a cauda do epidídimo, dentro do escroto, e sobe pelo cordão espermático, em sua parte posterior, onde pode ser palpado como um cordão firme e de calibre fino. Atravessa o canal inguinal e entra na pelve pelo anel inguinal profundo. Em seguida contorna a parede lateral da pelve e passa por cima do ureter, em direção à parte de trás da bexiga.

Atrás da bexiga, o ducto se alarga na ampola, perto da vesícula seminal, e volta a se estreitar. Une-se então ao ducto da vesícula seminal e forma o ducto ejaculatório, que atravessa a próstata e desemboca na uretra. É um tubo longo, com algumas dezenas de centímetros.

Para que serve

O ducto deferente é a via de transporte dos espermatozoides entre o epidídimo e a uretra. Sua parede tem uma espessa camada de músculo liso, com fibras longitudinais e circulares, e na ejaculação essa musculatura faz contrações potentes, coordenadas pelo sistema nervoso simpático, que impulsionam os espermatozoides em direção à uretra em poucos segundos.

O interior é revestido por uma mucosa com pregas longitudinais, e a ampola, na parte final, atua como reservatório adicional, em que parte deles se acumula antes da ejaculação. O ducto não produz o sêmen: apenas conduz as células, que se misturam depois às secreções das vesículas seminais e da próstata.

Na prática clínica

  • A vasectomia é um método contraceptivo cirúrgico em que os ductos deferentes são interrompidos, de modo que os espermatozoides deixam de chegar à uretra; ela não interfere na produção de testosterona nem altera de forma perceptível o volume do sêmen.
  • A ausência congênita dos ductos deferentes, frequente em homens com fibrose cística e variantes do gene associado, é uma causa conhecida de ausência de espermatozoides no sêmen.
  • O ducto pode ser palpado no exame do escroto, e a avaliação de obstruções e de infertilidade usa o espermograma e exames de imagem, como a ultrassonografia.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.