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Túbulos seminíferos

Os túbulos seminíferos são tubos microscópicos muito enovelados, que ocupam a maior parte do testículo. É em suas paredes que os espermatozoides se formam, a partir das células germinativas.

Esquema do testículo com os túbulos seminíferos, a rede testicular e o epidídimo
Túbulos seminíferos. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os túbulos seminíferos estão dentro dos lóbulos do testículo, compartimentos criados por septos de tecido conjuntivo que partem da túnica albugínea. Cada lóbulo contém túbulos muito enovelados, em forma de alça. Cada túbulo termina em um segmento reto, o túbulo reto, que se continua com a rede testicular, no mediastino do testículo; daí partem os ductos eferentes, que levam ao epidídimo.

A parede do túbulo é formada, de fora para dentro, por células mioides em forma de fuso, contráteis, por uma lâmina basal e por um epitélio especial, o epitélio seminífero. Ele tem células de sustentação, as células de Sertoli, e células germinativas em estágios diferentes, desde as espermatogônias, junto à lâmina basal, até os espermatozoides, próximos ao lúmen.

Para que serve

Os túbulos seminíferos são a fábrica dos espermatozoides, em um processo chamado espermatogênese. As espermatogônias se dividem, e parte delas se diferencia em espermatócitos, que passam pela meiose e originam as espermátides, com metade dos cromossomos. Estas se transformam, sem novas divisões, em espermatozoides, com cabeça e cauda, na espermiogênese. O percurso completo no testículo leva pouco mais de dois meses.

Os espermatozoides são liberados no lúmen ainda imóveis e são empurrados pelo líquido do túbulo e pelas células mioides em direção à rede testicular; só adquirem mobilidade completa no epidídimo. Como o epitélio seminífero precisa de temperatura um pouco menor que a do abdome, a posição dos testículos no escroto favorece esse processo.

Na prática clínica

  • O espermograma avalia o resultado final da atividade dos túbulos seminíferos, e a biópsia testicular, usada em casos selecionados, permite examinar o epitélio seminífero ao microscópio.
  • A maior parte dos tumores testiculares se origina das células germinativas do epitélio seminífero; a ultrassonografia escrotal e marcadores no sangue fazem parte da avaliação de um nódulo no testículo.
  • Temperatura elevada, varicocele, a orquite causada pelo vírus da caxumba e algumas condições genéticas podem prejudicar a espermatogênese, o que é considerado na avaliação da fertilidade masculina.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Epitélio seminíferoParte de Túbulos seminíferos

Nesta região

Rede do testículoSistema reprodutor masculino

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.