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Doctor System Atlas

Nervo maxilar

O nervo maxilar é o segundo ramo do nervo trigêmeo e é exclusivamente sensitivo. Leva a sensibilidade da parte média do rosto, do lábio superior, dos dentes superiores, do palato e da mucosa do nariz.

Ilustração anatômica: Nervo maxilar (Maxillary Nerve)
Nervo maxilar. Rótulos em inglês. Imagem: Henry Vandyke Carter, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O nervo maxilar sai do crânio pelo forame redondo, na asa maior do osso esfenoide, e entra na fossa pterigopalatina, um pequeno espaço profundo atrás da maxila. De lá, seus ramos se distribuem em várias direções: um segue para a órbita e para a face pelo canal infraorbital, e outros descem para os dentes superiores, o palato e o nariz.

O ramo mais longo é o nervo infraorbital, que corre no assoalho da órbita, atravessa o canal infraorbital e emerge na face pelo forame infraorbital, abaixo da margem da órbita. No trajeto, emite os nervos alveolares superiores, que formam um plexo sobre as raízes dos dentes superiores. Na fossa pterigopalatina saem ainda os ramos para o palato, os nervos palatino maior e menor, e o nasopalatino.

Para que serve

É um nervo exclusivamente sensitivo. Conduz ao encéfalo as informações de toque, dor e temperatura de uma faixa média do rosto: a pálpebra inferior, a lateral do nariz, a bochecha, o lábio superior, os dentes e a gengiva superiores, o palato duro e a mucosa de parte da cavidade nasal e do seio maxilar.

Na fossa pterigopalatina fica um gânglio, o pterigopalatino, por onde passam fibras do nervo facial que controlam a produção de lágrima e de muco do nariz e do palato; elas viajam junto com ramos do maxilar até as glândulas. O nervo maxilar serve, assim, de via para esses ramos, embora a parte sensitiva seja sua função principal.

Na prática clínica

  • O forame infraorbital é referência palpável e visível em exames de imagem, e o nervo que dele emerge é alvo de anestesia da região média da face e do lábio superior em procedimentos odontológicos e estéticos.
  • A neuralgia do trigêmeo pode acometer o território do ramo maxilar, com dor em choque na bochecha, no lábio superior ou nos dentes superiores, às vezes confundida com dor de dente.
  • Fraturas do assoalho da órbita e da região da bochecha podem comprometer o nervo infraorbital, com dormência na bochecha, na lateral do nariz e no lábio superior.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.