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Seio esfenoidal

O seio esfenoidal é uma cavidade de ar no corpo do osso esfenoide, no centro da base do crânio, atrás do nariz. Há dois, separados por um septo, e ficam em relação próxima com a hipófise, o nervo óptico e a artéria carótida interna.

Ilustração anatômica: Seio esfenoidal (Sphenoid Sinus)
Seio esfenoidal. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O seio esfenoidal ocupa o corpo do osso esfenoide, atrás da cavidade nasal e abaixo da sela turca, a depressão que abriga a glândula hipófise. O septo que o divide costuma ser assimétrico, e o tamanho do seio varia bastante, de pequeno a bem expandido.

Suas paredes têm relações importantes: acima, a hipófise e o quiasma óptico; nas laterais, o seio cavernoso, a artéria carótida interna e, em parte, o nervo óptico e o nervo maxilar; embaixo e à frente, o teto da cavidade nasal e da parte nasal da faringe. Abre-se no nariz por um óstio na parede anterior, no recesso esfenoetmoidal, na parte alta da cavidade nasal.

Para que serve

Como os outros seios, o esfenoidal torna o crânio mais leve e tem uma mucosa respiratória que produz muco e participa da umidificação do ar. Admite-se que contribua para a ressonância da voz. Sua importância maior é como ponto de passagem e de referência, por ficar embaixo da hipófise e rodeado por estruturas delicadas.

O desenvolvimento é gradual: o seio é pequeno na infância e vai se expandindo para dentro do osso ao longo da infância e da adolescência, em um processo chamado de pneumatização. Drena pelo óstio para o recesso esfenoetmoidal e depende da ação ciliar para eliminar o muco. A sensibilidade vem de ramos do nervo oftálmico e do nervo maxilar.

Na prática clínica

  • A sinusite esfenoidal isolada é rara e causa dor profunda, descrita atrás dos olhos ou no topo da cabeça, que pode ser confundida com outras dores de cabeça e é avaliada por tomografia.
  • Cirurgias da hipófise por via endonasal passam pelo seio esfenoidal, o que o torna uma referência no planejamento, e a anatomia varia muito entre as pessoas.
  • A relação do seio com a artéria carótida interna e o nervo óptico, cuja parede óssea pode ser muito fina, é analisada em tomografias antes de procedimentos na região.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Seio frontalCabeça, pescoço e face
Seio maxilarCabeça, pescoço e face

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.