Canal mandibular
O canal mandibular é um túnel dentro da mandíbula, que vai do forame mandibular, no ramo, ao forame mentual, no corpo. Abriga o nervo alveolar inferior, que leva sensibilidade aos dentes e ao lábio inferior, e os vasos que o acompanham.

Onde fica
O canal mandibular começa no forame mandibular, na face interna do ramo da mandíbula, onde uma lâmina óssea, a língula, o protege. Desce pelo ramo, curva-se para a frente e atravessa o corpo da mandíbula, sob as raízes dos molares, até a região dos pré-molares. Aí se divide: um ramo curto sai pelo forame mentual, e outro, o canal incisivo, continua para a frente em direção aos dentes anteriores.
A parede é de osso cortical fino. Em radiografias panorâmicas e tomografias, o canal aparece como uma faixa escura, que corresponde ao conteúdo, limitada por linhas claras, as paredes. A posição varia entre as pessoas e ao longo da mandíbula, mais perto da borda inferior ou dos ápices dos dentes, e em alguns casos há canais duplicados.
Para que serve
O canal protege o feixe vasculonervoso alveolar inferior, formado por nervo, artéria e veia, ao longo do trajeto dentro do osso. O nervo alveolar inferior, ramo do nervo mandibular, emite pequenos ramos que chegam às raízes dos dentes inferiores e ao periodonto, enquanto a artéria, ramo da maxilar, nutre dentes e osso.
A parte final do nervo emerge pelo forame mentual como nervo mentual, que supre a pele do queixo e do lábio inferior, e o ramo incisivo supre os dentes anteriores. Por ser um canal ósseo, o trajeto se mantém estável durante os movimentos da mandíbula, o que poupa o feixe de estiramento e de compressão pelos músculos.
Na prática clínica
- A relação do canal com as raízes dos terceiros molares e dos pré-molares é avaliada em radiografias panorâmicas e tomografias antes de extrações e de implantes, porque a lesão do nervo pode causar dormência no lábio inferior e no queixo.
- Cistos, tumores e infecções da mandíbula podem deslocar ou invadir o canal, e a alteração de sensibilidade do queixo e do lábio é um dos sinais que levam à investigação por imagem.
- Variações do trajeto, como o canal bífido ou de posição mais alta, são conhecidas e estão entre os motivos para o uso da tomografia em planejamentos odontológicos mais complexos.
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