Cordão umbilical
O cordão umbilical é o cordão flexível que liga o feto à placenta durante a gestação. Contém dois vasos que levam sangue do feto à placenta e um que o traz de volta, envoltos por tecido gelatinoso.

Onde fica
Liga o umbigo do feto à placenta e fica dentro do saco amniótico, boiando no líquido. Costuma ter em torno de 50 cm ao fim da gestação e é recoberto por uma camada do âmnio.
Contém duas artérias umbilicais e uma veia umbilical, envolvidas pela geleia de Wharton, um tecido conjuntivo mucoso que amortece e protege os vasos contra compressão e torção. A veia leva sangue rico em oxigênio e nutrientes da placenta para o feto, e as artérias levam o sangue com gás carbônico e resíduos de volta. Por isso, nelas o sangue é menos oxigenado que na veia, ao contrário do que ocorre na circulação do adulto.
Para que serve
O cordão é a via de troca entre o feto e a mãe. Pela veia chegam oxigênio e nutrientes; pelas artérias saem resíduos do metabolismo fetal, que na placenta passam ao sangue materno. O feto não respira nem se alimenta por conta própria, e esse sistema supre suas necessidades.
Após o nascimento, o cordão é pinçado e cortado, e os vasos se fecham. A parte que fica presa ao bebê seca e cai em uma a duas semanas, deixando o umbigo. Os vasos se transformam em ligamentos: a veia vira o ligamento redondo do fígado, e as artérias dão origem aos ligamentos umbilicais mediais.
Na prática clínica
- A ausência de uma das artérias, a artéria umbilical única, é uma variação detectada ao ultrassom e pode vir acompanhada de outras alterações, motivo para avaliação detalhada.
- O cordão pode formar voltas ao redor do pescoço do feto, as circulares, que são frequentes e na maioria das vezes não causam dano.
- O sangue do cordão contém células-tronco hematopoiéticas e pode ser coletado após o parto para armazenamento ou doação.
Estruturas relacionadas
Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.