Cloaca
A cloaca é uma câmara comum do embrião em que se abrem, no início do desenvolvimento, o intestino posterior e o sistema urinário. Em humanos, é transitória e se divide em estruturas urinárias e retais.
Onde fica
Na quarta semana, é a extremidade expandida do intestino posterior, ligada ao alantoide e fechada por uma membrana na superfície do corpo, a membrana cloacal. Fica na parte inferior do embrião, na região em que mais tarde se formam a pelve e o períneo.
A cloaca é um estágio embrionário, e em humanos não persiste além do período embrionário, ao contrário de aves, répteis e anfíbios, nos quais persiste na vida adulta como abertura única para os sistemas digestório, urinário e genital. Os ductos mesonéfricos e, depois, os ureteres se abrem em sua parede.
Para que serve
Entre a quarta e a sétima semana, uma lâmina de tecido, o septo urorretal, cresce em direção à membrana cloacal e divide a cloaca em duas partes. A parte posterior forma o reto e a parte superior do canal anal, e a anterior forma o seio urogenital.
O seio urogenital origina a bexiga urinária e a uretra, e, na mulher, parte da vagina. O alantoide, ligado à parte superior, forma o úraco, que no adulto fica como um cordão fibroso, o ligamento umbilical mediano. A membrana cloacal se divide em membrana urogenital e membrana anal, que se rompem no desenvolvimento e abrem as saídas para o exterior.
Na prática clínica
- Falhas na divisão da cloaca causam malformações anorretais, como ânus imperfurado e fístulas entre o reto e as vias urinárias ou genitais, identificadas ao nascimento.
- A persistência da cloaca (malformação cloacal) é uma condição rara, do sexo feminino, na qual reto, vagina e uretra se abrem em um canal único.
- Anomalias do úraco, remanescente do alantoide, estão relacionadas ao desenvolvimento dessa região.
Estruturas relacionadas
Nesta região





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