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Arcos faríngeos

Os arcos faríngeos são barras de tecido, cinco pares em humanos, que se formam nas paredes laterais da faringe do embrião. Dão origem a estruturas da face, da boca, do pescoço, da laringe e da orelha.

Ilustração anatômica: Arcos faríngeos (Branchial Region)
Arcos faríngeos. Rótulos em inglês. Imagem: Anthony Graham, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Aparecem entre a quarta e a quinta semana de vida embrionária, nas paredes laterais da faringe primitiva, como elevações separadas por sulcos. Em humanos formam-se cinco pares de arcos, numerados 1, 2, 3, 4 e 6, pois o quinto é rudimentar ou não chega a se formar; os quatro primeiros são visíveis na superfície do embrião.

Cada arco tem um eixo de cartilagem, um componente muscular, uma artéria e um nervo craniano próprios, e é recoberto por ectoderma por fora e por endoderma por dentro. Entre os arcos, os sulcos externos (fendas) são de ectoderma e as bolsas internas são de endoderma. O tecido de cada arco contém células da crista neural, que contribuem para o esqueleto e o tecido conjuntivo da face e do pescoço.

Para que serve

O primeiro arco, inervado pelo nervo trigêmeo, forma a maxila, a mandíbula, os ossículos martelo e bigorna e os músculos da mastigação. O segundo, inervado pelo nervo facial, origina o estribo e os músculos da expressão facial. O terceiro, ligado ao nervo glossofaríngeo, contribui para o osso hioide e para um músculo da faringe. O quarto e o sexto formam as cartilagens da laringe e, com os nervos vagos, os músculos da faringe e da laringe.

As bolsas faríngeas originam a tuba auditiva, as tonsilas, o timo e as paratireoides, e a primeira fenda forma o meato acústico externo. As artérias dos arcos dão origem a grandes vasos do pescoço e do tórax.

Na prática clínica

  • Falhas no desenvolvimento dos arcos, em especial do primeiro e do segundo, estão associadas a malformações da face e da orelha, como a microssomia hemifacial e a síndrome de Treacher Collins, quando há comprometimento da crista neural.
  • Cistos e fístulas do pescoço, como os de origem branquial, resultam de remanescentes das fendas e das bolsas que não desapareceram, e costumam ser identificados na infância ou na vida adulta.
  • A síndrome de DiGeorge está relacionada ao desenvolvimento das bolsas faríngeas, com alterações do timo e das paratireoides.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.