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Ducto paramesonéfrico

O ducto paramesonéfrico é o canal embrionário que, no sexo feminino, origina as tubas uterinas, o útero e parte da vagina; no sexo masculino, regride quase por completo.

Ilustração anatômica: Ducto paramesonéfrico (Mullerian Ducts)
Ducto paramesonéfrico. Rótulos em inglês. Imagem: E. C. DUDLEY, A. M., M. D., Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Surge por volta da sexta semana depois da fecundação, de cada lado do embrião, como uma invaginação do revestimento da cavidade do corpo, ao lado do ducto mesonéfrico. Cresce para baixo, cruza à frente desse ducto e, na região da pelve, se aproxima do ducto do lado oposto.

No embrião feminino, as extremidades inferiores dos dois ductos se fundem na linha média, e as superiores permanecem separadas e abertas para a cavidade do corpo. A estrutura formada pela fusão se une a uma parte derivada do seio urogenital e dá origem à vagina.

Para que serve

No embrião feminino, as partes não fundidas dos ductos formam as tubas uterinas, com as aberturas em forma de funil (as fímbrias) junto aos ovários, e a parte fundida forma o útero e a parte superior da vagina. O ligamento largo do útero se forma da prega peritoneal que envolve os ductos fundidos.

No embrião masculino, o testículo produz o hormônio antimülleriano, que provoca a regressão do ducto. Restam apenas pequenos vestígios, o apêndice do testículo e o utrículo prostático. A presença ou a ausência do estímulo, e não os cromossomos em si, define a direção do desenvolvimento, e o ducto mesonéfrico segue o caminho oposto.

Na prática clínica

  • As anomalias müllerianas resultam de fusão ou de canalização incompleta dos ductos, e incluem o útero septado, o bicorno e o didelfo, alguns achados em exames de imagem sem sintomas.
  • Alterações mais extensas podem causar ausência de útero e da parte superior da vagina, como na síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, em geral percebida na adolescência por ausência de menstruação.
  • Algumas anomalias do útero se associam a maior frequência de perdas gestacionais ou de parto prematuro, e são avaliadas com ultrassonografia e ressonância magnética.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.