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Doctor System Atlas

Glomérulo renal

O glomérulo renal é um novelo de capilares no início de cada néfron, onde o sangue é filtrado. Com a cápsula que o envolve forma o corpúsculo renal, e o líquido filtrado ali dá origem à urina.

Esquema do corpúsculo renal com o glomérulo, os podócitos, a arteríola aferente e a mácula densa, e um corte microscópico de um glomérulo cercado por túbulos
Glomérulo renal. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Cada glomérulo fica no córtex renal, no início do néfron, e é uma esfera microscópica de cerca de dois décimos de milímetro. É formado por capilares enovelados, alimentados por uma arteríola aferente e drenados por uma arteríola eferente, que entram e saem no mesmo ponto, o polo vascular. Como o sangue deixa o glomérulo por uma arteríola, e não por uma vênula, o capilar glomerular é um leito entre duas arteríolas, arranjo que permite manter pressão alta dentro dele.

Entre as alças capilares há o mesângio, tecido de sustentação com células mesangiais e matriz. Ao redor do conjunto fica o espaço de Bowman, delimitado pela cápsula. Perto do polo vascular, a arteríola aferente toca o túbulo distal do mesmo néfron, onde se forma o aparelho justaglomerular.

Para que serve

O glomérulo é um filtro. A pressão do sangue dentro dos capilares, mantida alta pela diferença de calibre entre as duas arteríolas, empurra água e pequenas moléculas para o espaço de Bowman. A barreira de filtração tem três camadas: o endotélio, com poros; a membrana basal glomerular, uma malha de colágeno e proteoglicanos com carga elétrica negativa; e as fendas entre os pés dos podócitos. A passagem depende do tamanho e da carga: água, glicose e ureia passam, enquanto as células do sangue e a maior parte das proteínas, como a albumina, ficam retidas.

A velocidade de filtração é ajustada pela variação do calibre das arteríolas, o que mantém a taxa relativamente estável em uma ampla faixa de pressão arterial. As células mesangiais, contráteis, também modulam a área de filtração e removem resíduos da membrana.

Na prática clínica

  • As glomerulopatias, como a glomerulonefrite, a nefropatia por IgA e a síndrome nefrótica, lesam o filtro e causam proteinúria, sangue na urina e inchaço; a biópsia renal mostra o glomérulo ao microscópio e define o tipo de lesão.
  • A taxa de filtração glomerular, calculada a partir da creatinina, é a medida mais usada para classificar a função renal, e a relação albumina/creatinina na urina detecta perdas pequenas de albumina muito antes de a creatinina se alterar.
  • O diabetes e a hipertensão arterial danificam os capilares do glomérulo ao longo dos anos; no diabetes, o espessamento da membrana basal e a expansão do mesângio são marcas da nefropatia diabética.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Aparelho justaglomerularParte de Glomérulo renal
Células mesangiaisParte de Glomérulo renal
Membrana basal glomerularParte de Glomérulo renal
PodócitoParte de Glomérulo renal

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.