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Túbulo contorcido distal

O túbulo contorcido distal é o segmento do néfron que vem depois da alça de Henle e termina no túbulo conector. Fica no córtex, perto do glomérulo de origem, e ajusta o sódio, o cálcio e o potássio da urina.

Esquema de néfrons com o túbulo contorcido distal e a mácula densa indicados, entre a alça de Henle e o túbulo conector
Túbulo contorcido distal. Rótulos em inglês. Imagem: NIH NIAID, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O túbulo contorcido distal fica no córtex renal, logo depois do ramo ascendente espesso da alça de Henle. Enrola-se perto do corpúsculo renal do próprio néfron e, nesse ponto, toca as arteríolas do glomérulo; as células do túbulo nesse local formam a mácula densa, parte do aparelho justaglomerular. Depois de várias voltas, continua-se com o túbulo conector, que o liga ao coletor.

Nas lâminas de microscopia, distingue-se com facilidade do proximal, que aparece na mesma região: o distal tem diâmetro menor, luz ampla e limpa, sem borda em escova, e células cúbicas pequenas, de citoplasma mais claro. Aparece em menor número nos cortes, porque seu trajeto é mais curto.

Para que serve

É o lugar do ajuste fino. O epitélio do distal é praticamente impermeável à água, de modo que o líquido que chega diluído da alça de Henle continua diluído ao entrar. Nele atuam cotransportadores que recolhem sódio e cloreto da luz, conhecidos pela sigla NCC, e, sob ação do paratormônio, reabsorve-se cálcio; o magnésio também é recuperado. A aldosterona começa a atuar na parte final, estimulando a reabsorção de sódio e, em troca, a secreção de potássio.

Na junção com o ramo ascendente, a mácula densa percebe a concentração de sal no líquido que passa e informa o glomérulo: se chega muito sal, a arteríola aferente se contrai e a filtração diminui. Esse mecanismo, a retroalimentação tubuloglomerular, ajuda a manter o fluxo de líquido nos túbulos dentro de uma faixa estreita.

Na prática clínica

  • A ação dos diuréticos tiazídicos sobre esse segmento ajuda a explicar a queda de potássio e de sódio no sangue que pode ocorrer com seu uso, e a menor perda de cálcio na urina.
  • A síndrome de Gitelman, doença hereditária rara com defeito no transportador do túbulo distal, leva a potássio e magnésio baixos, fraqueza e cãibras, em um quadro que lembra o do uso crônico de tiazídicos.
  • A mácula densa participa do sistema renina-angiotensina: quando a pressão de perfusão do rim cai ou o sal que chega ao distal diminui, seu sinal contribui para a liberação de renina, tema central no controle da pressão arterial.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.