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Células da granulosa

As células da granulosa são as células de sustentação que envolvem o ovócito dentro do folículo ovariano. Nutrem o ovócito, produzem estrogênio e outros hormônios e, depois da ovulação, formam grande parte do corpo lúteo.

Esquema dos folículos ovarianos em desenvolvimento, com a camada de células da granulosa em torno do ovócito
Células da granulosa. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células da granulosa formam o epitélio do folículo ovariano, as camadas que revestem sua parede interna. Do lado de fora, uma membrana basal as separa da teca, o tecido vizinho que tem vasos sanguíneos. Dentro do folículo, a granulosa não é irrigada diretamente e depende do que atravessa essa membrana.

As que estão mais perto do ovócito formam a corona radiata, halo que o acompanha na ovulação, e fazem parte do cúmulo oóforo, o pequeno monte de células que o prende à parede do folículo. Elas estendem prolongamentos através da zona pelúcida e se ligam ao ovócito por junções comunicantes.

Para que serve

As células da granulosa fazem a ponte entre o ovócito e o resto do organismo. Pelas junções comunicantes, transferem ao ovócito nutrientes e sinais que ele sozinho não obtém, e ajudam a regular o momento em que retoma sua maturação.

Têm receptores para o hormônio foliculoestimulante e possuem a enzima aromatase, que converte em estrogênio os androgênios produzidos pela teca. Também produzem inibina, que informa a hipófise sobre o estágio do folículo, e o hormônio antimülleriano, cuja produção é maior em folículos de crescimento inicial. Depois da ovulação, as que permanecem no ovário aumentam de volume, acumulam lipídios e se transformam em células lúteas, produtoras de progesterona.

Na prática clínica

  • O hormônio antimülleriano, produzido por essas células, circula no sangue; sua dosagem é usada, junto com a contagem de folículos, como indicador da reserva ovariana, sem substituir a avaliação clínica.
  • Os tumores de células da granulosa são raros e podem produzir estrogênio em excesso, o que se manifesta, por exemplo, com sangramentos anormais; são investigados por exames de imagem e exame anatomopatológico.
  • Nos procedimentos de reprodução assistida, as células da granulosa são obtidas junto com o ovócito na coleta e são estudadas em pesquisas sobre a qualidade ovocitária.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Células do cúmuloParte de Células da granulosa

Nesta região

Líquido folicularSistema reprodutor feminino
Células da tecaSistema reprodutor feminino

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.