Células do cúmulo
As células do cúmulo são as células da granulosa que envolvem diretamente o ovócito no folículo antral e o acompanham na ovulação. Formam o cúmulo oóforo e fazem a comunicação entre o ovócito e o folículo.
Onde fica
As células do cúmulo ficam dentro do antro do folículo, em volta do ovócito, formando o cúmulo oóforo, o pequeno montículo ligado à parede por um pedículo de granulosa. A camada mais interna, em contato com a zona pelúcida, é a corona radiata, de células alongadas e dispostas em raios; as demais ficam em volta, em um aspecto mais frouxo.
Diferem das células da granulosa da parede, chamadas murais, por serem menos esteroidogênicas e mais ligadas ao ovócito: emitem prolongamentos finos que atravessam a zona pelúcida e tocam a membrana do ovócito, onde formam junções comunicantes.
Para que serve
As células do cúmulo funcionam como uma interface metabólica do ovócito. Transferem a ele nutrientes e sinais por meio das junções comunicantes e recebem em troca fatores produzidos pelo próprio ovócito, que orientam seu desenvolvimento. Também ajudam a manter o ovócito em pausa até que o pico do hormônio luteinizante reorganize o sistema.
No período que antecede a ovulação, produzem uma matriz rica em ácido hialurônico e o complexo se expande, processo conhecido como expansão do cúmulo. Essa matriz facilita a captação do complexo pela tuba uterina e a passagem do espermatozoide em direção ao ovócito.
Na prática clínica
- Em laboratórios de reprodução assistida, a aparência do complexo cúmulo-ovócito é um dos critérios de avaliação do ovócito coletado.
- As células do cúmulo são estudadas como fonte de informação sobre o ovócito, pois se obtêm sem prejudicá-lo; os resultados ainda são tema de pesquisa.
- Alterações na expansão do cúmulo foram descritas em modelos experimentais associadas a falhas de ovulação ou de fertilização, sem aplicação rotineira.
Estruturas relacionadas
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