Músculos do dorso
Os músculos do dorso formam a região posterior do tronco e se organizam em planos: um superficial, que move a escápula e o braço, um intermediário, ligado às costelas, e um profundo, que sustenta e move a coluna vertebral.

Onde fica
Cobrem a face posterior do tronco, da nuca à pelve, em camadas sobrepostas; as mais profundas são envolvidas pela fáscia toracolombar. No plano superficial ficam o trapézio, o latíssimo do dorso, os romboides e o levantador da escápula. O intermediário tem os serráteis posteriores, finos e presos às costelas. O plano profundo reúne os músculos que acompanham a coluna: os eretores da espinha, mais externos, e os transversoespinais e pequenos músculos entre as vértebras, junto aos ossos.
A inervação ajuda a separar os grupos: os profundos recebem ramos posteriores dos nervos espinhais, enquanto os superficiais dependem de nervos como o acessório e de ramos do plexo braquial.
Para que serve
O conjunto sustenta a postura ereta, freia a flexão do tronco e permite estender, inclinar e girar a coluna. Os músculos profundos trabalham quase o tempo todo, em contração moderada, para manter a coluna alinhada contra a gravidade, e agem com mais força ao levantar e carregar peso. Os superficiais movem os membros superiores em relação ao tronco: o trapézio e os romboides posicionam a escápula, e o latíssimo do dorso leva o braço para trás e para baixo.
Os serráteis posteriores têm ação discreta sobre as costelas. A fáscia toracolombar une as camadas e transmite a tensão entre a pelve, a coluna e o tórax, o que integra o trabalho de músculos situados em regiões diferentes.
Na prática clínica
- A dor lombar e a dor nas costas de origem mecânica envolvem com frequência músculos, fáscia, articulações e discos; o exame físico e, em casos selecionados, a ressonância magnética ajudam a distinguir a fonte da dor.
- Contraturas e distensões são comuns após esforço ou postura mantida, e a dor miofascial, com pontos dolorosos à palpação, é descrita nos músculos superficiais, como o trapézio, embora seu mecanismo ainda seja debatido.
- A perda de volume de um lado do dorso pode acompanhar lesões de nervo, doenças neuromusculares e escoliose, e é avaliada pela inspeção das costas, pela eletroneuromiografia e por exames de imagem.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões



Nesta região








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