Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Músculos oblíquos do abdome

Os músculos oblíquos do abdome são o oblíquo externo e o oblíquo interno, duas lâminas superpostas de cada lado da parede abdominal, com fibras em direções cruzadas. Giram e inclinam o tronco e comprimem as vísceras.

  • Inglês: Abdominal Oblique Muscles
  • Também chamado de: músculos oblíquos abdominais
  • Sistema muscular
Ilustração anatômica: Músculos oblíquos do abdome (Abdominal Oblique Muscles)
Músculos oblíquos do abdome. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O oblíquo externo é o mais superficial e o maior dos dois. Nasce da face externa das oito costelas inferiores, em dentes que se alternam com os do serrátil anterior e do latíssimo do dorso, e segue para baixo e para a frente. As fibras posteriores descem até a crista ilíaca; as demais terminam em uma aponeurose larga, que se encontra com a do lado oposto na linha alba. A borda inferior dessa aponeurose se dobra e forma o ligamento inguinal.

O oblíquo interno fica logo abaixo e nasce da fáscia toracolombar, da crista ilíaca e do ligamento inguinal. Suas fibras abrem-se em leque, a maioria subindo para a frente, e terminam nas últimas costelas e em uma aponeurose que envolve o reto do abdome.

Para que serve

Os dois músculos trabalham em dupla e em sentidos opostos. Quando os oblíquos de um lado se contraem, o tronco se inclina para esse lado. Na rotação, a dupla é cruzada: o oblíquo interno de um lado age com o externo do lado oposto, e por isso girar o tronco para a direita envolve o interno direito e o externo esquerdo.

Contraídos dos dois lados, flexionam o tronco e comprimem o abdome, o que ajuda na expiração forçada, na tosse, no esforço de evacuar e no parto. Também estabilizam a pelve e a coluna lombar quando os membros se movem, e a tensão das suas aponeuroses sustenta o conteúdo abdominal. A inervação vem dos nervos dos últimos espaços intercostais e de ramos do plexo lombar.

Na prática clínica

  • A parede anterior do canal inguinal é formada pela aponeurose do oblíquo externo, e o anel inguinal superficial é uma abertura nela; as hérnias inguinais, mais frequentes em homens, são avaliadas por exame físico e, às vezes, por ultrassonografia.
  • Distensões dos oblíquos ocorrem em esportes com giros repetidos do tronco, como golfe, tênis, beisebol e remo, e causam dor na lateral do tronco ao torcer ou respirar fundo; a avaliação diferencia essa dor da originada em costelas ou vísceras.
  • Nas cirurgias do abdome, as camadas dos oblíquos são separadas ou abertas segundo a direção das fibras, e a firmeza do fechamento das aponeuroses é um fator importante para evitar hérnias incisionais.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.