Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Músculos respiratórios

Os músculos respiratórios são os que mudam o volume do tórax para o ar entrar e sair dos pulmões: o diafragma e os intercostais na respiração tranquila, e músculos acessórios do pescoço, do tórax e do abdome no esforço.

  • Inglês: Respiratory Muscles
  • Também chamado de: músculos da respiração
  • Sistema muscular
Ilustração anatômica: Músculos respiratórios (Respiratory Muscles)
Músculos respiratórios. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O grupo se espalha pelo tronco e pelo pescoço. O diafragma fecha a base do tórax, e os músculos intercostais ocupam os espaços entre as costelas. De cada lado do pescoço, os escalenos descem até as duas primeiras costelas. São considerados acessórios da inspiração o esternocleidomastoideo, os peitorais e outros que elevam as costelas quando o esforço aumenta. Na expiração forçada entram os músculos da parede do abdome, como o reto, os oblíquos e o transverso, e os intercostais internos.

Todos são músculos esqueléticos. O diafragma tem a particularidade de ser comandado de modo automático pelo centro respiratório do tronco encefálico, sem deixar de poder ser controlado de forma voluntária.

Para que serve

A respiração se faz por mudanças de volume. Na inspiração tranquila, o diafragma desce, e as costelas se elevam e se afastam com a ajuda dos intercostais externos e dos escalenos; a pressão dentro do tórax cai, e o ar entra. Nas costelas inferiores, o movimento lembra a alça de um balde que se levanta; nas superiores, o de uma alavanca de bomba, que empurra o esterno para a frente.

A expiração em repouso é passiva, pela retração elástica dos pulmões e da caixa torácica. Só no esforço, na tosse, no espirro, no exercício ou na doença, os músculos abdominais e os intercostais internos reduzem de modo ativo o volume do tórax. A mesma musculatura serve à fala, ao canto e ao aumento da pressão no abdome, e, como qualquer músculo, pode se fatigar.

Na prática clínica

  • Doenças neuromusculares, como a esclerose lateral amiotrófica, a síndrome de Guillain-Barré e a miastenia gravis, e lesões da medula cervical podem enfraquecer esses músculos; a avaliação inclui espirometria e a medida das pressões respiratórias máximas.
  • Na doença pulmonar obstrutiva crônica, o tórax hiperinsuflado deixa o diafragma achatado e menos eficiente, e o uso dos músculos acessórios, com retração dos espaços intercostais e do pescoço a cada inspiração, indica aumento do esforço respiratório.
  • A fadiga da musculatura respiratória, por esforço prolongado ou doença grave, está entre os motivos para o suporte ventilatório, e a recuperação da força desses músculos faz parte da retirada desse suporte.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Músculos intercostaisParte de Músculos respiratórios

Nesta região

Músculo esqueléticoEstrutura maior
Músculos do dorsoSistema muscular
Músculo grácilSistema muscular
Músculos isquiotibiaisSistema muscular
Músculos do pescoçoSistema muscular
Músculos extraocularesSistema muscular
Músculos peitoraisSistema muscular
Músculos psoasSistema muscular

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.