Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Fibra muscular esquelética

A fibra muscular esquelética é a célula do músculo esquelético: um cilindro longo, multinucleado, que se contrai ao receber o sinal de um neurônio motor. O conjunto de fibras, reunidas em fascículos, forma o músculo.

  • Inglês: Muscle Fibers, Skeletal
  • Também chamado de: célula muscular esquelética, miócito esquelético
  • Sistema muscular
Ilustração anatômica: Fibra muscular esquelética (Muscle Fibers, Skeletal)
Fibra muscular esquelética. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

No desenvolvimento, a fibra nasce da fusão de muitos mioblastos, e por isso tem vários núcleos, dispostos junto à membrana, o sarcolema. O comprimento chega a vários centímetros, e o diâmetro é de dezenas de micrômetros. Cada fibra é envolvida por uma lâmina basal e por tecido conjuntivo fino, o endomísio, por onde correm capilares. Entre a membrana e a lâmina basal ficam as células satélites, reserva de células para o reparo.

Em geral, a fibra recebe uma única junção neuromuscular, na região média. O interior, o sarcoplasma, é ocupado por miofibrilas, mitocôndrias, glicogênio, mioglobina e pelo retículo sarcoplasmático.

Para que serve

A fibra é a unidade que se contrai. Quando o potencial de ação chega, libera cálcio e encurta. Todas as fibras comandadas por um mesmo neurônio motor, a unidade motora, se contraem juntas, e o sistema nervoso gradua a força recrutando mais unidades e aumentando a frequência dos disparos.

As fibras diferem em velocidade e resistência, e o músculo combina fibras de tipos diferentes. A energia vem da fosfocreatina, do glicogênio e das gorduras, conforme a intensidade do esforço. O núcleo de uma fibra madura não se divide, e o reparo depende das células satélites. Com o uso regular, a fibra aumenta de tamanho, a hipertrofia, e com a falta de uso ou de inervação diminui, a atrofia.

Na prática clínica

  • A atrofia das fibras ocorre com inatividade prolongada, envelhecimento, desnutrição e perda do nervo; a eletroneuromiografia e a biópsia ajudam a distinguir a perda de nervo, a denervação, da doença do próprio músculo.
  • Na rabdomiólise, fibras lesadas liberam seu conteúdo, como a mioglobina e a creatinoquinase, na circulação; pode surgir após esforço extenuante, esmagamento, certos medicamentos ou doenças, e a dor muscular e a urina escura são sinais descritos.
  • Em miopatias e distrofias, a biópsia mostra fibras de tamanhos muito variados, com núcleos deslocados para o centro e áreas em que gordura e tecido fibroso substituem fibras perdidas.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Fibra muscular de contração rápidaParte de Fibra muscular esquelética
Fibra muscular de contração lentaParte de Fibra muscular esquelética
Retículo sarcoplasmáticoParte de Fibra muscular esquelética

Nesta região

Músculos abdominaisSistema muscular
Músculos do dorsoSistema muscular
Músculo grácilSistema muscular
Músculos isquiotibiaisSistema muscular
Músculos do pescoçoSistema muscular
Músculos extraocularesSistema muscular
Músculos peitoraisSistema muscular
Músculos psoasSistema muscular

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.