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Fibra muscular de contração lenta

A fibra de contração lenta, ou do tipo I, é a fibra esquelética de contração vagarosa e grande resistência à fadiga. Rica em mitocôndrias, mioglobina e capilares, sustenta esforços longos e a postura.

  • Inglês: Muscle Fibers, Slow-Twitch
  • Também chamado de: fibra muscular tipo I, fibra lenta
  • Sistema muscular
Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

As fibras do tipo I formam grande parte dos músculos que trabalham de modo contínuo para manter a posição do corpo, como o sóleo, na panturrilha, e os músculos profundos da coluna, e são frequentes nos pequenos músculos que estabilizam as articulações. Em cada músculo convivem com as fibras rápidas, e a proporção varia entre as pessoas.

São fibras de diâmetro menor, de cor avermelhada em peças frescas, por causa da mioglobina, que armazena oxigênio. Uma rede densa de capilares as acompanha, e as mitocôndrias são numerosas, sobretudo sob a membrana e entre as miofibrilas. A miosina é de uma variedade lenta. Os neurônios motores que as comandam são de menor porte e controlam menos fibras que os das fibras rápidas.

Para que serve

A fibra lenta produz ATP sobretudo por fosforilação oxidativa, queimando gorduras e glicose na presença de oxigênio, e por isso trabalha por muito tempo sem se cansar, com pouca produção de lactato. Sua miosina libera energia com vagar, a força máxima é menor e a contração leva mais tempo para chegar ao pico.

São as primeiras a ser recrutadas, em esforços leves, e sustentam a contração baixa e contínua que mantém a posição de pé e a marcha, além dos exercícios de longa duração. O treino aeróbico aumenta mitocôndrias e capilares nessas fibras e melhora a capacidade de usar oxigênio, sem mudar muito o tamanho delas.

Na prática clínica

  • Algumas miopatias congênitas, descritas pela biópsia, mostram predomínio ou menor tamanho das fibras do tipo I, e o padrão ajuda a orientar o diagnóstico junto com o exame clínico, os testes genéticos e as enzimas.
  • Após a perda e o rebrotamento de nervos, as fibras passam a ser comandadas por novos neurônios motores e se agrupam por tipo, em vez de se alternar, padrão chamado agrupamento de tipos, que a biópsia pode mostrar e que indica reinervação.
  • Em atletas de provas longas, as fibras lentas costumam ser proporcionalmente mais numerosas nos músculos mais usados, em parte por herança e em parte por adaptação, mas essa proporção não prevê, sozinha, o desempenho.

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