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Fibra muscular de contração rápida

A fibra de contração rápida, ou do tipo II, é a fibra esquelética que se contrai e relaxa depressa e gera mais força, mas se cansa mais cedo que a lenta. Abunda nos músculos usados em saltos, arrancadas e movimentos explosivos.

  • Inglês: Muscle Fibers, Fast-Twitch
  • Também chamado de: fibra muscular tipo II, fibra rápida
  • Sistema muscular
Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

As fibras do tipo II estão em todos os músculos esqueléticos, misturadas às do tipo I, em proporções que variam de um músculo para outro e de uma pessoa para outra, em parte por herança. Predominam em partes dos músculos dos membros usadas em arrancadas e saltos e são mais escassas nos músculos posturais; os músculos que giram o olho, também muito velozes, têm fibras próprias, que não se encaixam bem nessa classificação.

Ao microscópio, colorações para a enzima ATPase da miosina ou anticorpos as distinguem das lentas; em geral, têm diâmetro maior e são mais pálidas em peças frescas, com menos mitocôndrias, menos mioglobina e menos capilares ao redor. Dividem-se em subtipos: a IIA, de metabolismo misto, com bom uso de oxigênio, e a IIX, a mais veloz e a mais dependente da glicólise.

Para que serve

A fibra rápida usa uma forma de miosina que quebra o ATP depressa, e por isso encurta com rapidez e produz alta força e alta potência por instante. A energia vem sobretudo da fosfocreatina e da glicólise, que dispensa oxigênio, rende pouco ATP por molécula de glicose e produz lactato; como essa via não se sustenta por muito tempo, o cansaço vem cedo. As reservas de glicogênio são grandes.

Segundo o princípio do tamanho, o sistema nervoso recruta primeiro unidades motoras pequenas, de fibras lentas, e só depois as de neurônios maiores, ligadas a fibras rápidas; elas entram quando o esforço pede força ou velocidade. O treino de potência tende a aumentar o volume dessas fibras, e o treino de resistência pode aproximar o perfil da IIX do da IIA.

Na prática clínica

  • Com o envelhecimento e o desuso, as fibras do tipo II são as que mais diminuem de tamanho, o que se relaciona à perda de potência e de velocidade de reação descrita na sarcopenia e a uma maior dificuldade de evitar quedas.
  • A atrofia seletiva do tipo II é achado de biópsia em situações como o excesso de corticoides, o repouso prolongado no leito e algumas doenças endócrinas ou da nutrição.
  • A proporção entre fibras rápidas e lentas é tema de pesquisas sobre desempenho esportivo, mas não é medida na rotina, pois depende de biópsia; a função muscular, no dia a dia clínico, é avaliada por testes de força e de potência.

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