Dente não irrompido
Dente não irrompido é o que ainda não atravessou a gengiva nem alcançou seu lugar na arcada; o termo é usado sobretudo quando isso ocorre passado o tempo esperado. Pode estar totalmente coberto por osso e gengiva ou só parcialmente à mostra.
Onde fica
Qualquer dente pode ficar retido, mas os mais frequentes são os terceiros molares, os caninos superiores e os segundos pré-molares inferiores; dentes extras, os supranumerários, também costumam ficar retidos. O dente permanece dentro do osso da maxila ou da mandíbula, envolvido pelo folículo dentário, o saco de tecido conjuntivo que acompanhou a coroa durante a formação.
Os termos variam: incluso é o dente totalmente envolvido por osso, semi-incluso o que tem parte da coroa visível, e impactado o que é barrado por um obstáculo, como outro dente ou osso. Retido é o termo geral.
Para que serve
Enquanto não irrompe, o dente não participa da mastigação nem do contato com os dentes opostos, e muitas vezes não dá sintomas, sendo descoberto por acaso em radiografias. A erupção normal depende de um caminho livre: o folículo ajuda a reabsorver o osso acima da coroa, e o dente se move em direção à boca enquanto a raiz se forma.
Falta de espaço, posição inclinada, obstáculos como dente extra ou cisto, tecido gengival espesso e falhas no mecanismo de erupção podem deixar o dente retido. A época da erupção varia bastante entre as pessoas, e um atraso de alguns meses, sobretudo em crianças, costuma estar dentro da variação normal.
Na prática clínica
- A radiografia panorâmica mostra os dentes não irrompidos, e a tomografia detalha a posição em relação às raízes vizinhas, ao seio maxilar e aos nervos; muitos permanecem sem sintomas e são avaliados caso a caso.
- O canino superior retido, com frequência deslocado para o lado do palato, pode reabsorver a raiz de incisivos vizinhos, e dentes retidos podem ser envolvidos por um cisto dentígero, alteração identificada em exames de imagem.
- A falta de um dente na época esperada pode indicar dente retido, mas também agenesia, em que o dente nunca se formou, ou perda precoce, e a diferença se faz por exame clínico e de imagem.
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