Papila dentária
A papila dentária é o tecido de origem ectomesenquimal encerrado pela concavidade do órgão do esmalte no germe do dente. Dela se formam a dentina e a polpa dentária.

Onde fica
Fica no interior da campânula do órgão do esmalte, na região que será o centro da coroa. É um tecido conjuntivo embrionário, rico em células e em vasos sanguíneos, delimitado do órgão do esmalte por uma membrana basal fina.
Suas células derivam da crista neural, que migra para a região dos maxilares no início do desenvolvimento, e são condensadas pelos sinais do epitélio vizinho. Na fase de campânula, as células da periferia da papila, junto ao epitélio interno do órgão do esmalte, aumentam e se organizam em uma camada contínua.
Para que serve
As células periféricas da papila se diferenciam em odontoblastos e começam a produzir a matriz da dentina, pela cúspide ou borda, em direção ao colo do dente. Esse processo precede o início do esmalte e depende da comunicação com o epitélio interno do órgão do esmalte.
As células do centro da papila não se diferenciam em odontoblastos e continuam como tecido conjuntivo frouxo, que se torna a polpa dentária, com vasos e nervos. Por isso, a dentina e a polpa têm a mesma origem embrionária e permanecem ligadas ao longo da vida, e a papila deixa de existir como tecido separado quando a polpa se forma.
Na prática clínica
- A íntima relação entre dentina e polpa, herdada da papila, é a razão de o complexo dentina-polpa ser tratado como uma unidade na odontologia.
- Alterações na formação da dentina, como a dentinogênese imperfeita, resultam de falhas na diferenciação ou na atividade das células da papila e podem ter origem genética.
Estruturas relacionadas
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