Órgão do esmalte
O órgão do esmalte é a parte epitelial do germe dentário que forma o esmalte e molda a coroa do dente. Tem origem na lâmina dentária e passa pelas fases de botão, capuz e campânula.
Onde fica
Surge da proliferação do epitélio oral que forma a lâmina dentária, no tecido dos maxilares do embrião. Seu primeiro aspecto é o de um pequeno botão epitelial. Depois ganha a forma de capuz, que cobre a papila dentária, e então de campânula, em que a concavidade se aprofunda e se ajusta ao formato da futura coroa.
Na fase de campânula, distinguem-se quatro camadas: o epitélio externo, o retículo estrelado, de células frouxamente dispostas e com muita matriz, o estrato intermediário e o epitélio interno, cujas células se tornam os ameloblastos. A região da borda, onde o epitélio interno encontra o externo, é a alça cervical.
Para que serve
O órgão do esmalte determina o tamanho e a forma da coroa e produz o esmalte. As células do epitélio interno, estimuladas pela papila, se diferenciam em ameloblastos, que secretam a matriz do esmalte sobre a dentina recém-formada. O retículo estrelado amortece e nutre o conjunto, e o estrato intermediário auxilia a atividade dos ameloblastos.
A alça cervical, ao crescer, forma a bainha epitelial da raiz de Hertwig, que orienta a formação e a forma da raiz. Quando o esmalte está pronto, o órgão se reduz a uma camada fina de células, o epitélio reduzido do esmalte, que protege a coroa até a erupção.
Na prática clínica
- Os defeitos de esmalte, como a hipoplasia e a amelogênese imperfeita, têm origem em perturbações das células do órgão do esmalte durante a formação da coroa, por causas genéticas ou ambientais.
- Os ameloblastomas, tumores odontogênicos benignos, derivam do epitélio do órgão do esmalte ou de restos dele, e são avaliados por imagem e por análise histológica.
Estruturas relacionadas
Nesta região

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