Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Junção neuromuscular

A junção neuromuscular é a sinapse entre o terminal de um neurônio motor e uma fibra do músculo esquelético. Transmite o comando nervoso à fibra, por meio da acetilcolina, e permite a contração voluntária.

  • Inglês: Neuromuscular Junction
  • Também chamado de: sinapse neuromuscular
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Junção neuromuscular (Neuromuscular Junction)
Junção neuromuscular. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A junção neuromuscular fica onde o axônio de um neurônio motor, mielinizado, perde a bainha e se divide em ramos terminais sobre as fibras do músculo esquelético. Em geral, cada fibra muscular tem uma junção, na região média, e o neurônio motor com todas as fibras que ele comanda forma uma unidade motora.

O terminal axonal fica em uma depressão rasa da superfície da fibra, coberto por uma célula de Schwann. A membrana muscular abaixo dele, a placa motora terminal, forma dobras cheias de receptores de acetilcolina. Entre os dois há uma fenda ocupada por uma matriz que contém a enzima acetilcolinesterase.

Para que serve

A junção neuromuscular converte o impulso nervoso em contração. O potencial de ação chega ao terminal, canais de cálcio se abrem e as vesículas liberam acetilcolina na fenda. A acetilcolina se liga a receptores nicotínicos da placa motora, que abrem canais de cátions, e a despolarização resultante dispara um potencial de ação que se propaga pela fibra e leva à liberação de cálcio e à contração.

A acetilcolinesterase degrada a acetilcolina em milissegundos, o que faz cada impulso produzir um único abalo muscular e permite contrações graduadas pela frequência dos impulsos. A liberação de transmissor costuma ser maior que o necessário, uma margem de segurança que garante a transmissão.

Na prática clínica

  • Na miastenia grave, anticorpos atacam os receptores de acetilcolina, e a fraqueza muscular varia ao longo do dia e tende a piorar com o esforço, afetando com frequência as pálpebras, os olhos e a deglutição; a síndrome de Lambert-Eaton, rara, afeta a liberação do neurotransmissor.
  • A toxina botulínica impede a liberação de acetilcolina, e por isso o botulismo causa paralisia flácida; a mesma ação é utilizada, de forma controlada, em procedimentos estéticos e terapêuticos para reduzir a contração de músculos específicos.
  • Intoxicações por inseticidas organofosforados inibem a acetilcolinesterase e causam excesso de acetilcolina, e os bloqueadores neuromusculares empregados em anestesia geral atuam nessa junção para relaxar a musculatura.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.