Ameloblasto
O ameloblasto é a célula epitelial que forma o esmalte, o tecido mais duro do corpo, que recobre a coroa dos dentes. Ele existe apenas durante o desenvolvimento do dente.

Onde fica
Os ameloblastos formam a camada interna do órgão do esmalte, estrutura do germe dentário em desenvolvimento, sobre a dentina em formação. Derivam do epitélio da cavidade oral, e não da crista neural, e ficam dispostos como uma camada de células altas e prismáticas.
A célula tem a extremidade que produz o esmalte voltada para a dentina e o núcleo na base. Quando o esmalte está formado, o ameloblasto se reduz, passa a integrar a cobertura da coroa e desaparece após a erupção do dente. Por isso, o esmalte maduro não tem células.
Para que serve
O ameloblasto secreta as proteínas da matriz do esmalte, como a amelogenina, em uma primeira etapa, e depois remove essas proteínas e a água e permite a entrada de minerais, em uma fase de maturação. O resultado é um tecido formado, em mais de 90 por cento do peso, por cristais de hidroxiapatita.
O esmalte é produzido em padrão, em prismas, e o ameloblasto se afasta da dentina à medida que deposita. A atividade começa pelas cúspides ou bordas e continua em direção ao colo do dente. A célula cumpre o trabalho antes da erupção, e o esmalte não se regenera depois de formado.
Na prática clínica
- Alterações genéticas ou ambientais na atividade dos ameloblastos causam defeitos de esmalte, como a amelogênese imperfeita e a hipoplasia do esmalte, de aspecto e gravidade variáveis.
- O ameloblastoma é um tumor, em geral benigno mas localmente invasivo, que deriva de restos do epitélio formador do dente e aparece sobretudo na mandíbula.
- Como o esmalte maduro não tem células, a perda por cárie ou desgaste não é reposta pelo organismo, o que se considera na odontologia restauradora.
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