Fezes
As fezes são o material que sobra da digestão e é eliminado pelo ânus. Formadas por água, fibras não digeridas, bactérias, células do intestino e pigmentos da bile, acumulam-se na parte final do intestino grosso até a evacuação.

Onde fica
As fezes se formam no intestino grosso. O conteúdo que chega do intestino delgado ao ceco é ainda líquido; ao percorrer o cólon ascendente, o transverso e o descendente, grande parte da água e dos sais é absorvida, e o material se compacta. O cólon sigmoide funciona como reservatório, e o reto recebe as fezes pouco antes da evacuação.
Cerca de três quartos das fezes são água. O restante inclui fibras vegetais que não foram digeridas, uma proporção grande de bactérias do intestino, células de descamação, muco, sais e restos de gordura. A cor marrom vem de pigmentos derivados da bilirrubina, a estercobilina. A frequência varia bastante de uma pessoa para outra e, em geral, vai de algumas vezes por dia a cerca de três vezes por semana.
Para que serve
As fezes são a via de eliminação dos resíduos da digestão e de substâncias que o corpo descarta, como a bilirrubina, o excesso de colesterol e produtos de metabolização de fármacos, que chegam ao intestino pela bile. A massa fecal depende em boa parte da quantidade de fibras da dieta, que retêm água e estimulam o movimento do intestino.
A chegada das fezes ao reto estica sua parede e desencadeia a vontade de evacuar. O esfíncter interno do ânus relaxa de modo reflexo, e o externo e os músculos do assoalho pélvico, sob controle voluntário, permitem adiar ou realizar a evacuação.
Na prática clínica
- A escala de Bristol classifica a forma das fezes em sete tipos e é usada para descrever a consistência, de bolinhas duras, comuns na constipação, a líquidas, na diarreia; mudanças persistentes do hábito podem indicar necessidade de avaliação.
- Sangue vivo nas fezes sugere sangramento da parte baixa do intestino, e fezes pretas e pastosas, a melena, sugerem sangramento da parte alta do tubo digestivo; fezes claras podem indicar problema na saída da bile.
- O exame parasitológico, a coprocultura e a pesquisa de sangue oculto nas fezes são exames comuns, o último usado no rastreamento do câncer colorretal.
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