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Suco pancreático

O suco pancreático é o líquido alcalino, rico em enzimas digestivas, que o pâncreas despeja no duodeno. A mistura de enzimas e bicarbonato prepara o alimento para ser absorvido no intestino delgado.

Esquema do pâncreas exócrino, com os ácinos que produzem o suco pancreático e o ducto que o leva ao duodeno
Suco pancreático. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

É produzido na parte exócrina do pâncreas, que forma a maior parte da glândula. Os ácinos, grupos de células em forma de pirâmide, sintetizam as enzimas e as guardam em grânulos; as células dos ductos pequenos, as centroacinares e ductais, secretam um líquido rico em bicarbonato. Esses ductos se reúnem no ducto pancreático principal, que corre ao longo da glândula.

O ducto pancreático se une ao colédoco, o ducto da bile, e ambos desembocam no duodeno, na papila maior, controlada pelo esfíncter da ampola hepatopancreática. Em muitas pessoas há também um ducto acessório, que se abre um pouco acima, na papila menor.

Para que serve

As enzimas digerem os três grandes grupos de nutrientes: a amilase pancreática quebra o amido; proteases como a tripsina, a quimotripsina e as carboxipeptidases cortam proteínas em peptídeos; e a lipase, com a ajuda da bile, digere gorduras. A maioria das proteases é secretada em forma inativa, para não digerir a própria glândula, e só é ativada no duodeno, onde a enteropeptidase transforma o tripsinogênio em tripsina, que ativa as demais.

O bicarbonato eleva o pH do conteúdo que sai do estômago, protege o duodeno e cria o meio em que as enzimas trabalham. A secreção é controlada por hormônios do duodeno: a secretina, liberada pelo ácido, estimula o bicarbonato, e a colecistocinina, liberada por gorduras e proteínas, estimula as enzimas; o nervo vago também participa.

Na prática clínica

  • Na pancreatite aguda, enzimas são ativadas dentro do pâncreas e passam a agredir o próprio tecido, com dor abdominal intensa; cálculos biliares e álcool estão entre as causas comuns, e as dosagens de lipase e de amilase no sangue ajudam na investigação.
  • A insuficiência pancreática exócrina, por pancreatite crônica, fibrose cística ou cirurgia, reduz a digestão das gorduras e causa fezes volumosas e gordurosas, perda de peso e falta de vitaminas lipossolúveis; a elastase nas fezes é um dos exames usados.
  • A obstrução do ducto pancreático ou da papila por cálculos ou tumores impede a saída do suco e pode causar dor, pancreatite e dilatação do ducto, vista em ultrassonografia, tomografia e ressonância.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.