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Muco cervical

O muco cervical é a secreção produzida pelas glândulas do canal do colo do útero. Sua quantidade e consistência mudam com os hormônios do ciclo menstrual, e ele pode favorecer ou dificultar a passagem de espermatozoides.

Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

É produzido por células secretoras do revestimento do canal cervical, o epitélio endocervical, que forma pregas e criptas, e sai pelo óstio externo, na vagina. Misturado à secreção vaginal, corresponde ao corrimento fisiológico, claro ou esbranquiçado, de intensidade variável.

É feito em grande parte de água, com mucinas, sais, proteínas, glicose e substâncias de defesa. Acompanha o ciclo: com o aumento do estrogênio, perto da ovulação, fica abundante, fluido e transparente e pode se esticar em fios, a filância, lembrando clara de ovo; depois da ovulação, sob a progesterona, torna-se escasso, espesso e opaco.

Para que serve

O muco cervical regula a entrada de espermatozoides no útero. Na fase fértil, sua malha de mucinas fica mais aberta e alinhada, permite o avanço dos espermatozoides e os protege do meio ácido da vagina, e as criptas do canal funcionam como reservatório onde parte deles permanece por algum tempo. Em outras fases, a malha é mais densa e age como barreira.

Dificulta também a passagem de microrganismos da vagina para o útero e contém imunoglobulinas e enzimas de defesa. Na gestação, forma o tampão mucoso, que preenche o canal cervical e é eliminado nos dias ou semanas que antecedem o parto, sem indicar, sozinho, o início do trabalho de parto.

Na prática clínica

  • A observação das mudanças do muco ao longo do ciclo é a base de alguns métodos de percepção da fertilidade, cuja eficácia varia conforme o método e a forma de uso.
  • Alguns contraceptivos hormonais, entre outros mecanismos, deixam o muco espesso e menos permeável aos espermatozoides, e as cervicites podem alterar cor, odor e quantidade da secreção, sendo avaliadas por exame ginecológico.
  • O muco seco e visto ao microscópio pode formar um desenho em folha de samambaia sob efeito do estrogênio, sinal já usado para reconhecer o período próximo da ovulação; hoje ela é acompanhada também por dosagens hormonais e ultrassonografia.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.