Secreções corporais
Secreções corporais são substâncias produzidas por células glandulares e liberadas sobre a pele, em cavidades ou no sangue, com uma função própria. Saliva, suor, lágrima, sebo, bile e leite são exemplos.
Onde fica
As secreções são fabricadas por glândulas, estruturas formadas por células epiteliais especializadas. As glândulas exócrinas liberam seu produto por ductos, sobre a pele ou no interior de órgãos ocos: é o caso das glândulas salivares, sudoríparas, sebáceas, lacrimais, mamárias e do fígado, que produz a bile. As glândulas endócrinas, como a tireoide, lançam hormônios diretamente no sangue.
Há três formas de liberar o produto. Na mais comum, a merócrina, a célula elimina vesículas sem se danificar. Na apócrina, uma parte da célula se destaca junto com o produto, como em parte da gordura do leite. Na holócrina, típica do sebo, a célula inteira se rompe e vira secreção.
Para que serve
As secreções realizam tarefas bem diferentes entre si. Algumas lubrificam e protegem superfícies, como o muco e a lágrima; outras ajudam na digestão, como a saliva e a bile; o suor participa do controle da temperatura; o sebo impermeabiliza a pele; o cerume protege o canal da orelha; o leite alimenta o bebê e o sêmen conduz as células reprodutivas.
Em geral, são misturas de água, sais, proteínas e lipídios, muitas vezes com enzimas e substâncias de defesa contra microrganismos. Não são o mesmo que as excreções, como a urina e as fezes, que servem sobretudo para eliminar resíduos, mas a fronteira entre os dois grupos nem sempre é nítida: o suor, por exemplo, é ao mesmo tempo secreção e via de eliminação.
Na prática clínica
- Mudanças na quantidade, na cor, no cheiro ou na consistência de uma secreção, como boca seca, olho seco, suor excessivo ou secreção nasal ou vaginal alterada, podem indicar necessidade de avaliação.
- Secreções são coletadas para exame: culturas de secreção do nariz, da garganta ou de feridas identificam microrganismos, e a análise de saliva, de suor e de leite é usada em situações específicas.
- Na fibrose cística, as secreções ficam espessas e afetam principalmente pulmões e pâncreas; o teste do suor, que mede o cloreto, é um dos exames usados no diagnóstico.
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