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Núcleo arqueado do hipotálamo

O núcleo arqueado é um grupo de neurônios na base do hipotálamo, junto ao terceiro ventrículo e à eminência mediana. Percebe sinais de energia do sangue e controla fome, crescimento, prolactina e hormônios sexuais.

  • Inglês: Arcuate Nucleus of Hypothalamus
  • Também chamado de: núcleo infundibular
  • Sistema endócrino
Ilustração anatômica: Núcleo arqueado do hipotálamo (Arcuate Nucleus of Hypothalamus)
Núcleo arqueado do hipotálamo. Rótulos em inglês. Imagem: Amparo Güemes and Pantelis Georgiou, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O núcleo arqueado fica na parte tuberal do hipotálamo, em forma de arco ao redor da base do terceiro ventrículo, junto à eminência mediana e acima do infundíbulo. Essa posição, em uma região em que a barreira hematoencefálica é mais permeável, deixa seus neurônios expostos a hormônios e nutrientes do sangue, como a leptina, a insulina e a grelina.

Abriga populações distintas: neurônios que produzem neuropeptídeo Y e peptídeo relacionado à agouti; os que produzem pró-opiomelanocortina; os de dopamina, que se projetam à eminência mediana; os que produzem o hormônio liberador do hormônio do crescimento; e os que produzem kisspeptina.

Para que serve

No equilíbrio de energia, os neurônios de neuropeptídeo Y e de peptídeo relacionado à agouti estimulam a fome e reduzem o gasto de energia, enquanto os de pró-opiomelanocortina têm o efeito oposto e promovem a saciedade. A leptina e a insulina ativam o segundo grupo e inibem o primeiro; a grelina faz o inverso.

Os neurônios dopaminérgicos liberam dopamina na eminência mediana, que chega à adeno-hipófise e inibe a prolactina. Os que produzem o hormônio liberador do hormônio do crescimento estimulam sua secreção, e os de kisspeptina participam do ritmo pulsátil do hormônio liberador de gonadotrofinas, base do eixo reprodutivo.

Na prática clínica

  • Variantes genéticas raras que afetam a via da pró-opiomelanocortina e da leptina são causas descritas de obesidade de início precoce, o que mostra a importância do núcleo no peso corporal.
  • O aumento de prolactina no sangue pode ter causas variadas, e a ligação com a perda do controle inibitório da dopamina é um dos mecanismos discutidos.
  • A kisspeptina e seus neurônios são estudados em distúrbios do início da puberdade e da reprodução.

Estruturas relacionadas

Nesta região

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