Zona reticular
A zona reticular é a camada mais interna do córtex suprarrenal, junto à medula. Produz androgênios fracos, como o sulfato de desidroepiandrosterona, e quantidades menores de cortisol.

Onde fica
A zona reticular ocupa a faixa mais profunda do córtex suprarrenal, em contato com a medula. O nome vem do aspecto de rede dos cordões de células, que se ramificam e se unem em vez de seguir retos como na zona fasciculada, sustentados por capilares sinusoides.
As células são menores e mais compactas que as das outras zonas, têm pouca gordura e núcleo escuro, e contêm lipofuscina, pigmento de desgaste que as deixa mais coradas ao microscópio. A zona só se organiza por completo depois do nascimento: o córtex fetal, grande e produtor de precursores de hormônios, regride nos primeiros meses de vida, e a reticular se forma e amadurece ao longo da infância.
Para que serve
A principal produção da zona reticular é de androgênios adrenais fracos: o sulfato de desidroepiandrosterona (DHEA-S), a desidroepiandrosterona e a androstenediona. Eles têm pouca ação por si e podem ser convertidos em testosterona e em estrogênio em tecidos como a pele, o tecido adiposo e o folículo piloso. A zona produz ainda parte do cortisol, junto com a fasciculada, sob o mesmo estímulo do hormônio adrenocorticotrófico.
A ativação dessa zona na infância, chamada adrenarca, ocorre antes dos sinais da puberdade e leva ao aparecimento de pelos pubianos e axilares e de odor corporal mais forte, independentemente da maturação das gônadas. Nas mulheres, a suprarrenal é fonte relevante de androgênios; o DHEA-S atinge o pico no adulto jovem e cai com a idade.
Na prática clínica
- A adrenarca precoce, com pelos pubianos ou odor corporal em idade muito jovem, é queixa pediátrica relativamente frequente, e a dosagem de DHEA-S e a idade óssea ajudam a distingui-la da puberdade precoce e de outras causas de excesso de androgênios.
- O excesso de androgênios adrenais, como em tumores virilizantes ou na hiperplasia adrenal congênita, causa acne, aumento de pelos e alterações menstruais na mulher, e a dosagem de DHEA-S faz parte da investigação do hiperandrogenismo.
Estruturas relacionadas
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