Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Medula suprarrenal

A medula suprarrenal é a parte central da glândula suprarrenal, formada por células cromafins ligadas ao sistema nervoso simpático. Libera adrenalina e noradrenalina na circulação em situações de alerta.

Esquema da glândula suprarrenal em corte, com a medula no centro da glândula
Medula suprarrenal. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A medula ocupa o centro da glândula suprarrenal e é envolvida pelo córtex, de que a separa uma transição pouco nítida. Forma uma parcela pequena do volume da glândula e tem uma veia central, que a drena. Suas células, chamadas cromafins, têm esse nome porque seus grânulos reagem com sais de cromo e escurecem em preparados antigos de microscopia.

No embrião, a medula vem da crista neural, a mesma origem dos gânglios do sistema simpático, e por isso é considerada um gânglio simpático modificado: suas células recebem fibras pré-ganglionares simpáticas, que chegam pelos nervos esplâncnicos, e, em vez de emitir axônios, liberam seus produtos diretamente no sangue.

Para que serve

A medula é a resposta rápida e curta do organismo ao estresse agudo. Quando o sistema simpático é ativado, as células cromafins liberam sobretudo adrenalina e, em menor proporção, noradrenalina, que chegam a todo o corpo pelo sangue. Os efeitos incluem acelerar o coração, elevar a pressão arterial, dilatar os brônquios, aumentar a glicose, por liberar a reserva do fígado, mobilizar gordura e desviar o fluxo de sangue para os músculos.

Uma particularidade é a relação com o córtex vizinho: o cortisol que passa do córtex para a medula pelos vasos locais estimula a enzima que transforma a noradrenalina em adrenalina, e por isso a medula produz mais adrenalina do que os gânglios simpáticos comuns. A medula não é indispensável à vida, pois as terminações do sistema simpático garantem parte dessas respostas.

Na prática clínica

  • O feocromocitoma é um tumor raro das células cromafins que libera catecolaminas em excesso, com episódios de pressão alta, palpitações, sudorese e dor de cabeça; a avaliação inclui dosagem de metanefrinas no sangue ou na urina e exames de imagem.
  • Tumores semelhantes fora da suprarrenal, em gânglios simpáticos, são chamados paragangliomas, e algumas formas têm causa genética, o que leva à avaliação de familiares.
  • O neuroblastoma, tumor da infância, surge de células da mesma linhagem simpática e é frequente na suprarrenal ou perto dela.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.