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Células cromafins

As células cromafins são células neuroendócrinas que armazenam e liberam catecolaminas, sobretudo na medula suprarrenal. Derivam da crista neural e funcionam como neurônios simpáticos modificados, sem axônio.

Ilustração anatômica: Células cromafins (Chromaffin Cells)
Células cromafins. Rótulos em inglês. Imagem: Berends, A.M.A.; Eisenhofer, G.; Fishbein, L.; van der Horst-Schrivers, A.N.A.; Kema, I.P.; Links, T.P.; Lenders, J.W.M.; Kerstens, M.N., CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

As células cromafins são arredondadas ou poligonais, de citoplasma granuloso, e se dispõem em cordões ou pequenos ninhos ao redor de capilares sinusoides. Na medula suprarrenal ficam em contato com a rede vascular que drena para a veia central, e entre elas há poucas células de sustentação. Fora da suprarrenal, aparecem em agrupamentos menores, os paragânglios.

No citoplasma, grânulos de secreção de núcleo denso guardam as catecolaminas junto a proteínas, como as cromograninas. Duas populações são descritas: uma em que predomina a adrenalina e outra em que predomina a noradrenalina; a primeira é mais numerosa, e a vizinhança do córtex favorece a síntese de adrenalina.

Para que serve

Cada célula sintetiza catecolaminas a partir do aminoácido tirosina, em etapas que passam pela dopamina e pela noradrenalina e, na maior parte das células, chegam à adrenalina. O produto é guardado nos grânulos e liberado por exocitose quando fibras simpáticas pré-ganglionares liberam acetilcolina sobre a célula.

A liberação é rápida e proporcional à atividade do simpático. Os hormônios agem em receptores adrenérgicos de coração, vasos, brônquios, fígado e tecido adiposo, e preparam o corpo para o esforço. Os grânulos também guardam outras substâncias, como peptídeos e ATP, que são liberadas junto com as catecolaminas.

Na prática clínica

  • O feocromocitoma, tumor raro de células cromafins, pode secretar catecolaminas em excesso, com hipertensão, sudorese e palpitações; o diagnóstico depende de exames hormonais e de imagem.
  • A positividade para cromogranina A e outros marcadores neuroendócrinos é usada na histopatologia para identificar tumores de origem cromafim.
  • Um aumento transitório de catecolaminas ocorre em situações de estresse intenso, e a dosagem sanguínea ou urinária depende de condições de coleta controladas.

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