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Ducto colédoco

O ducto colédoco é o canal que leva a bile ao duodeno. Forma-se pela união do ducto cístico com o ducto hepático comum e, junto com o ducto pancreático, abre-se na parte descendente do duodeno.

Ilustração anatômica: Ducto colédoco (Common Bile Duct)
Ducto colédoco. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O colédoco tem trajeto descendente e costuma ser descrito em quatro segmentos. O primeiro fica acima do duodeno, na borda livre do omento menor, à frente da veia porta. O segundo passa por trás da primeira parte do duodeno. O terceiro percorre a face posterior da cabeça do pâncreas, ou um sulco dentro dela. O quarto atravessa a parede do duodeno.

Nesse último trecho, o colédoco geralmente se une ao ducto pancreático principal e forma uma pequena dilatação, a ampola hepatopancreática, que se abre no duodeno na papila maior, uma elevação da mucosa da parte descendente. Em algumas pessoas, os dois ductos se abrem separadamente.

Para que serve

O colédoco é a via final da bile. Recebe o líquido que vem do fígado, diretamente ou desviado pela vesícula, e o conduz ao duodeno, onde ele participa da digestão das gorduras.

A passagem para o intestino é controlada pelo esfíncter da ampola hepatopancreática, também chamado de esfíncter de Oddi, um anel de músculo liso na terminação do ducto. Entre as refeições, o esfíncter permanece contraído e a bile é direcionada à vesícula. Depois de uma refeição, o hormônio colecistocinina estimula a contração da vesícula e o relaxamento do esfíncter, e a bile flui para o intestino. O esfíncter também limita o refluxo do conteúdo do duodeno para os ductos.

Na prática clínica

  • A coledocolitíase, presença de cálculos no colédoco, pode bloquear a saída da bile ou do suco pancreático e causar icterícia, dor e, em alguns casos, colangite ou pancreatite de origem biliar.
  • Na ultrassonografia, o calibre do colédoco é medido em milímetros; um ducto dilatado sugere obstrução e leva à investigação com colangiorressonância, ecoendoscopia ou colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
  • Tumores da cabeça do pâncreas e da ampola, além de estreitamentos, podem comprimir ou ocluir o colédoco; o cisto de colédoco é uma dilatação congênita rara.

Estruturas relacionadas

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