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Duodeno

Primeira parte do intestino delgado, em forma de C, que recebe o conteúdo do estômago e contorna a cabeça do pâncreas. Nele se abrem os ductos da bile e do pâncreas, e o ácido vindo do estômago é neutralizado.

Ilustração anatômica: Duodeno (Duodenum)
Duodeno. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O duodeno é o segmento inicial do intestino delgado, com cerca de vinte e cinco centímetros, e descreve um C em torno da cabeça do pâncreas. Divide-se em quatro partes. A superior, curta e em contato com o piloro, inclui o bulbo duodenal. A descendente desce pelo lado direito da coluna, e é nela que se abrem o ducto colédoco e o ducto pancreático, na papila duodenal maior. A horizontal cruza a coluna e passa entre a aorta e a artéria mesentérica superior. A ascendente sobe e termina no ângulo duodenojejunal.

Com exceção do trecho inicial, o duodeno é retroperitoneal, fixo à parede posterior do abdome, e se relaciona com o fígado, a vesícula biliar, o rim direito e a veia cava inferior.

Para que serve

O duodeno é o ponto de encontro entre o estômago e as glândulas digestivas. O quimo ácido que chega é neutralizado pelo bicarbonato do suco pancreático e pelo muco alcalino das glândulas duodenais, também chamadas de glândulas de Brunner, o que protege a mucosa e cria o meio adequado às enzimas. A bile emulsifica as gorduras, e as enzimas do pâncreas iniciam a digestão de carboidratos, proteínas e gorduras.

As células da mucosa liberam hormônios, como a secretina e a colecistocinina, que estimulam o pâncreas e a vesícula e regulam o esvaziamento do estômago. O duodeno é também o principal local de absorção de ferro e de cálcio, entre outros nutrientes.

Na prática clínica

  • A úlcera duodenal, ferida na mucosa do bulbo, associa-se com frequência à infecção por Helicobacter pylori e ao uso de alguns anti-inflamatórios, e pode ser diagnosticada por endoscopia.
  • A biópsia do duodeno, colhida durante a endoscopia, é usada na investigação da doença celíaca, pois a doença altera as vilosidades da mucosa.
  • A obstrução do duodeno pode ocorrer por malformações congênitas em recém-nascidos, como o pâncreas anular, e por tumores ou estreitamentos em adultos, em geral com vômitos.

Estruturas relacionadas

Nesta região

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