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Músculos da faringe

Os músculos da faringe formam a parede muscular do órgão: três constritores, superior, médio e inferior, que se sobrepõem e empurram o alimento para baixo, e três músculos longitudinais, que encurtam e elevam a faringe e a laringe.

Ilustração anatômica: Músculos da faringe (Pharyngeal Muscles)
Músculos da faringe. Rótulos em inglês. Imagem: Dr. Johannes Sobotta, Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os constritores formam a camada externa e circular, como vasos de flores empilhados, cada um encaixado por dentro da borda do de baixo. O superior nasce da base do crânio, da mandíbula e da língua; o médio, do osso hioide; o inferior, das cartilagens tireóidea e cricóidea. Atrás, as fibras de cada lado se encontram em uma linha mediana, a rafe faríngea.

Por dentro dos constritores fica a camada longitudinal: o estilofaríngeo, que nasce do processo estiloide, o palatofaríngeo, que vem do palato, e o salpingofaríngeo, ligado à tuba auditiva. Todos são músculos esqueléticos. A inervação motora vem sobretudo do plexo faríngeo, formado por ramos do vago e do glossofaríngeo; o estilofaríngeo é suprido pelo glossofaríngeo.

Para que serve

Na deglutição, os músculos da faringe agem em sequência. Os longitudinais elevam e encurtam a faringe e puxam a laringe para cima, abrindo caminho para o bolo alimentar; em seguida, os constritores se contraem de cima para baixo, em onda, e empurram o bolo até o esôfago. A parte baixa do constritor inferior, o cricofaríngeo, é o principal componente do esfíncter esofágico superior.

O constritor superior também ajuda a fechar a passagem para o nariz, junto ao palato mole, e a onda de contração impede que o alimento volte. A coordenação depende de reflexos do tronco encefálico, e a fase faríngea é em essência involuntária, embora comece por um ato voluntário. Na fala, a faringe muda de forma e participa da definição do timbre.

Na prática clínica

  • A disfagia orofaríngea, dificuldade para engolir com engasgo, tosse ou sensação de alimento parado, pode vir de fraqueza ou descoordenação desses músculos, como após acidente vascular cerebral, em doenças neuromusculares e em tumores de cabeça e pescoço; a videofluoroscopia avalia a deglutição.
  • Na apneia obstrutiva do sono, o relaxamento dos músculos da faringe e da língua durante o sono contribui para o estreitamento da via aérea; a polissonografia é o exame que identifica o problema.
  • A cirurgia e a radioterapia de cabeça e pescoço podem causar fibrose ou perda de parte da musculatura faríngea e levar a alterações duradouras da deglutição, acompanhadas pela fonoaudiologia.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Esfíncter esofágico superiorParte de Músculos da faringe
Esfíncter velofaríngeoParte de Músculos da faringe

Nesta região

NasofaringeSistema respiratório

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.