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Pneumócito

Os pneumócitos são as células do epitélio dos alvéolos: os do tipo I, achatados, formam a parede fina onde ocorre a troca de gases, e os do tipo II, cúbicos, produzem o surfactante e repõem as células perdidas.

  • Inglês: Alveolar Epithelial Cells
  • Também chamado de: célula epitelial alveolar, célula alveolar
  • Sistema respiratório
Ilustração anatômica: Pneumócito (Alveolar Epithelial Cells)
Pneumócito. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Revestem a superfície interna de cada alvéolo, apoiados em uma lâmina basal, junto aos capilares. O pneumócito tipo I é uma célula extremamente achatada, de citoplasma com espessura inferior a um micrômetro, que cobre a maior parte da superfície do alvéolo, embora seja menos numeroso que o tipo II. O tipo II é cúbico, tem microvilos curtos e, no citoplasma, corpos lamelares, onde o surfactante fica armazenado; costuma ficar nos cantos dos alvéolos, onde as paredes se encontram.

Os dois tipos se unem por junções de oclusão, que selam o epitélio e impedem a passagem de líquido para o espaço aéreo.

Para que serve

Os pneumócitos tipo I fazem a parte física da troca de gases: por serem tão finos, deixam o oxigênio e o gás carbônico se difundirem entre o ar e o sangue com pouca resistência, e formam, com a lâmina basal e o endotélio do capilar, a barreira hematoaérea.

Os do tipo II sintetizam, armazenam e liberam o surfactante, mistura de lipídios e proteínas que reduz a tensão superficial e mantém os alvéolos abertos; produzem também proteínas de defesa e regulam o líquido do alvéolo por transporte de sódio. Têm ainda um papel de reparo: o tipo I não se divide, e, quando morre, as células tipo II se multiplicam e parte delas se transforma em novas células do tipo I.

Na prática clínica

  • A síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido ocorre sobretudo em prematuros, cujos pneumócitos tipo II ainda produzem pouco surfactante; os alvéolos colapsam e a respiração fica difícil, o que se avalia por exame clínico e radiografia.
  • Em lesões agudas do pulmão, como a síndrome do desconforto respiratório agudo, a morte de pneumócitos tipo I e a perda da barreira deixam passar líquido para os alvéolos; a recuperação depende da multiplicação do tipo II, e cicatrização desordenada pode levar à fibrose.
  • O adenocarcinoma, tipo mais comum de câncer de pulmão atualmente, parece originar-se, em muitos casos, de pneumócitos tipo II ou de células das vias aéreas periféricas; o tipo celular é definido por biópsia.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.