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Aqueduto do vestíbulo

O aqueduto do vestíbulo é um fino canal ósseo que sai da parede medial do vestíbulo e chega à face posterior da parte petrosa do osso temporal. Dentro dele passa o ducto endolinfático.

Ilustração anatômica: Aqueduto do vestíbulo (Vestibular Aqueduct)
Aqueduto do vestíbulo. Rótulos em inglês. Imagem: Kristine Elisabeth Eberhard, Divya A. Chari, Hideko Heidi Nakajima, Mads Klokker, Per Cayé-Thomasen, Daniel J. Lee, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O aqueduto do vestíbulo começa em um pequeno orifício na parede medial do vestíbulo, perto do recesso elíptico, e segue para trás, atravessando a parte petrosa do osso temporal. Sua abertura externa fica na face posterior do osso, a certa distância do meato acústico interno, na região do saco endolinfático, e se mostra em cortes de tomografia como um canal fino que se alarga na saída.

O canal é todo escavado em osso e se encontra separado do aqueduto da cóclea, que corre em outro ponto. Contém o ducto endolinfático, ramo estreito do labirinto membranáceo, acompanhado de uma pequena veia e de tecido conjuntivo frouxo. Sua parte externa, mais larga, abriga a porção inicial do saco endolinfático.

Para que serve

O aqueduto é o corredor ósseo que protege o ducto endolinfático em seu trajeto entre o vestíbulo e a face posterior do osso temporal. Com isso, ele liga os dois sistemas de endolinfa, o da cóclea e o do vestíbulo, ao saco endolinfático, que tem papel na regulação do volume e da composição desse líquido.

Por ter calibre pequeno, o canal é estreito demais para que a endolinfa circule livremente, e o conteúdo se renova sobretudo por transporte nas paredes. O tamanho do aqueduto é um dado de imagem usado para reconhecer variações do desenvolvimento do labirinto.

Na prática clínica

  • O aqueduto do vestíbulo alargado é uma das malformações da orelha interna mais descritas em crianças com perda auditiva neurossensorial, e pode ser identificado em tomografia ou ressonância.
  • O alargamento do aqueduto pode ocorrer em associação a alterações genéticas, como as ligadas ao gene SLC26A4, na síndrome de Pendred, e a perda auditiva pode ser progressiva ou flutuante.
  • Em relatos clínicos, a audição de pessoas com esse achado pode oscilar após traumatismo craniano, e por isso o achado é considerado na avaliação de cada caso.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Saco endolinfáticoParte de Aqueduto do vestíbulo

Nesta região

Janela ovalÓrgãos dos sentidos

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.