Órgão de Corti
O órgão de Corti é o epitélio sensorial da audição, apoiado na membrana basilar dentro do ducto coclear. Suas células ciliadas transformam a vibração do som em sinais elétricos enviados ao nervo coclear.

Onde fica
O órgão de Corti, ou órgão espiral, é uma faixa de células que acompanha a cóclea em toda a extensão, sobre a membrana basilar, dentro do ducto coclear e banhado por endolinfa. Por cima dele se estende a membrana tectória, uma lâmina gelatinosa presa ao limbo espiral.
A organização é regular. Do lado do eixo da cóclea fica uma fileira de células ciliadas internas; do lado oposto, em geral três fileiras de células ciliadas externas. Entre os dois grupos há um espaço triangular, o túnel de Corti, limitado por células de sustentação rígidas, as células pilares. Outras células de suporte, como as de Deiters, escoram as células externas e as ligam à membrana basilar.
Para que serve
Quando a membrana basilar vibra, o órgão de Corti se move junto e os cílios das células ciliadas se inclinam em relação à membrana tectória. Essa inclinação abre canais de íons, e as células geram sinais elétricos. As células internas são os sensores principais: delas partem a maioria das fibras do nervo coclear, que levam a informação ao encéfalo.
As células externas têm outra tarefa. Ao serem estimuladas, elas se alongam e se encurtam no ritmo do som, e esse movimento amplifica a vibração local, o que aumenta a sensibilidade e afina a distinção entre frequências vizinhas. As células ciliadas também recebem fibras eferentes do tronco encefálico, que modulam essa amplificação.
Na prática clínica
- As células ciliadas são frágeis: ruído intenso, certos medicamentos tóxicos para a orelha, infecções e o envelhecimento podem danificá-las. Em seres humanos adultos, as células perdidas em geral não se regeneram, o que torna a perda auditiva neurossensorial, em regra, permanente.
- As células ciliadas externas, ao se moverem, produzem um som fraco que escapa pela orelha média, as emissões otoacústicas. Um microfone no canal as registra, e esse é o princípio da triagem auditiva dos recém-nascidos, o chamado teste da orelhinha.
- Alterações genéticas em proteínas das células ciliadas ou das células de sustentação estão entre as causas de surdez hereditária, investigadas por testes genéticos e por exames auditivos.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões
Nesta região




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