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Doctor System Atlas

Vestíbulo da orelha

O vestíbulo é a câmara central do labirinto ósseo da orelha interna, entre a cóclea e os canais semicirculares. Aloja o utrículo e o sáculo, sensores da gravidade, e em sua parede lateral fica a janela oval.

Corte da orelha com o vestíbulo da orelha interna entre a cóclea e os canais semicirculares, ao lado da janela oval
Vestíbulo da orelha. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O vestíbulo é uma cavidade oval no centro do labirinto ósseo, no osso temporal. Para a frente, comunica-se com a cóclea; para trás, por cinco aberturas, com os três canais semicirculares, dois dos quais dividem uma delas. A parede lateral dá para a orelha média e tem a janela oval, ocupada pela base do estribo. A parede medial dá para o fundo do meato acústico interno, por onde chegam os ramos do nervo vestibular.

Na parede medial há duas depressões separadas por uma crista: o recesso esférico, à frente, que aloja o sáculo, e o recesso elíptico, que aloja o utrículo. Atrás deles abre-se o aqueduto do vestíbulo, fino canal ósseo por onde corre o ducto endolinfático até a face posterior do osso temporal. O espaço restante contém perilinfa.

Para que serve

O vestíbulo é um ponto de encontro. Por ele, a pressão transmitida pelo estribo na janela oval passa à perilinfa e segue para a rampa vestibular da cóclea. É nele também que a orelha interna se organiza em torno dos sensores de equilíbrio: utrículo e sáculo ficam suspensos na perilinfa, e as aberturas dos canais semicirculares levam a ele os ductos membranosos.

A ligação entre as partes é anatômica. O utrículo se continua com os ductos dos canais semicirculares, e o sáculo, com o ducto coclear, de modo que o vestíbulo reúne as duas metades do labirinto, a da audição e a do equilíbrio, e serve de passagem para as fibras do nervo vestibular.

Na prática clínica

  • A tomografia e a ressonância do osso temporal mostram o vestíbulo e permitem identificar malformações do labirinto presentes ao nascimento, que podem afetar audição e equilíbrio, como o vestíbulo muito dilatado ou unido de forma anormal à cóclea.
  • Fraturas do osso temporal que atingem o labirinto, a labirintite e a erosão do osso por um colesteatoma podem lesar o vestíbulo, com tontura e perda auditiva; a erosão pode criar uma comunicação anormal, a fístula labiríntica.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Janela ovalParte de Vestíbulo da orelha
Sáculo e utrículoParte de Vestíbulo da orelha
Aqueduto do vestíbuloParte de Vestíbulo da orelha

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.