Sistema vestibular
O sistema vestibular é o conjunto de estruturas que detecta os movimentos e a posição da cabeça. Inclui o vestíbulo e os canais semicirculares da orelha interna, o nervo vestibular e os centros do tronco encefálico e do cerebelo.

Onde fica
A parte periférica do sistema fica na orelha interna, dentro do osso temporal, de cada lado: o vestíbulo, com o utrículo e o sáculo, e os três canais semicirculares. Os sensores são células ciliadas, e os sinais seguem pelo nervo vestibular, ramo do nervo vestibulococlear, que passa pelo meato acústico interno e chega ao tronco encefálico.
A parte central começa nos núcleos vestibulares, no tronco encefálico, no limite entre a ponte e o bulbo, e se liga a várias áreas: aos núcleos que comandam os músculos dos olhos, ao cerebelo, que ajusta e calibra as respostas, à medula espinal, por tratos que influenciam a musculatura da postura, e ao tálamo e ao córtex, onde o movimento é percebido.
Para que serve
O sistema vestibular informa para onde a cabeça se move e como ela está em relação à gravidade, e transforma essa informação em reflexos rápidos. O mais conhecido é o reflexo vestíbulo-ocular, que move os olhos em sentido oposto ao da cabeça para manter a imagem estável, mesmo ao caminhar ou correr. Os tratos vestibuloespinais ajustam o tônus dos músculos do pescoço, do tronco e das pernas e ajudam a evitar quedas.
O trabalho é em dupla: cada orelha tem uma atividade de repouso, e um giro aumenta a atividade de um lado e reduz a do outro. O encéfalo compara os dois lados e combina o resultado com a visão e com os sinais das articulações e dos músculos. Quando os sentidos discordam, como em um barco, o conflito pode causar enjoo, pois o sistema também se liga a centros que controlam náusea e sudorese.
Na prática clínica
- Quando um lado é lesado de forma súbita, como na neurite vestibular, a atividade de repouso fica desigual e o encéfalo interpreta que a cabeça gira: surgem vertigem, náuseas e nistagmo, movimento rítmico dos olhos. Em dias a semanas, os centros se adaptam, a compensação central.
- A avaliação inclui exame dos movimentos dos olhos, testes de posição e do reflexo vestíbulo-ocular, videonistagmografia e o teste do impulso cefálico por vídeo. Distinguir causa periférica (orelha) de central (tronco encefálico, cerebelo) é um dos objetivos da avaliação, pois a última pode se associar a acidente vascular cerebral.
- Causas periféricas comuns de tontura incluem a vertigem posicional paroxística benigna, a doença de Ménière e a labirintite; no idoso, a perda gradual da função vestibular se associa a desequilíbrio e quedas.
Estruturas relacionadas
- Orelha interna
- Canais semicirculares
- Vestíbulo da orelha
- Nervo vestibulococlear
- Tronco encefálico
- Cerebelo
Partes e subdivisões

Nesta região
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