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Membrana tectória

A membrana tectória é uma lâmina gelatinosa que cobre o órgão de Corti, presa ao limbo espiral. Ao deslizar sobre as células ciliadas, inclina seus cílios e converte a vibração do som em sinal elétrico.

Ilustração anatômica: Membrana tectória (Tectorial Membrane)
Membrana tectória. Rótulos em inglês. Imagem: Madhero88, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A membrana tectória nasce no limbo espiral, o espessamento de tecido junto ao eixo da cóclea, e se estende para fora sobre o órgão de Corti, dentro do ducto coclear e banhada por endolinfa. Seu bordo externo, mais livre, fica sobre as células ciliadas externas e termina perto das células de sustentação que as cercam.

Não tem células. É uma matriz extracelular hidratada, formada por fibrilas de colágeno e por proteínas específicas, entre elas as tectorinas, dispostas de modo organizado, o que lhe dá rigidez diferente em suas regiões. Os cílios mais altos das células ciliadas externas ficam em contato com a face inferior da membrana.

Para que serve

A membrana tectória é a peça contra a qual os cílios se inclinam. Quando a membrana basilar vibra, o órgão de Corti e a membrana tectória se movem em torno de eixos diferentes, e esse deslizamento entre eles curva os estereocílios. A inclinação abre canais de íons e gera o sinal elétrico da audição.

A estrutura não é um simples tampo passivo. Suas propriedades mecânicas, como a rigidez e a capacidade de transmitir ondas ao longo de seu comprimento, parecem influenciar a seletividade de frequências e a sensibilidade da cóclea. Isso ajuda a entender por que alterações em proteínas da membrana, e não apenas das células sensoriais, podem afetar a audição.

Na prática clínica

  • Variações em genes que codificam proteínas da membrana, como a alfa-tectorina, estão descritas em formas hereditárias de perda auditiva neurossensorial.
  • Em pesquisas sobre perda auditiva congênita, a membrana é estudada como parte do conjunto de estruturas da cóclea que pode estar alterado, e não só as células sensoriais.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.