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Epitélio pigmentar do olho

O epitélio pigmentar do olho é a camada de células com melanina que reveste o interior do olho em três regiões: atrás da retina, no corpo ciliar e na íris. Todas derivam da taça óptica, a estrutura embrionária que forma a retina.

Esquema das camadas da retina com o epitélio pigmentar junto à coroide, os bastonetes e cones, e as células bipolares e ganglionares
Epitélio pigmentar do olho. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O epitélio pigmentar aparece em três regiões, sempre aplicado à face interna da úvea. Na parte de trás, é o epitélio pigmentar da retina, entre os fotorreceptores e a coroide. Na região média, reveste a face interna do corpo ciliar, onde forma a camada externa do epitélio duplo dos processos ciliares. Na frente, forma a face posterior da íris, camada escura atrás do estroma.

Todas essas camadas vêm da taça óptica, a dobra em duas folhas do tecido nervoso embrionário que origina a retina. No polo posterior, a folha externa dá origem ao epitélio pigmentar da retina, e a interna, à retina neural; por isso os dois tecidos ficam em contato, sem vasos entre eles, e podem se separar em algumas doenças.

Para que serve

O que as três regiões têm em comum é a melanina e o papel de absorver luz. O pigmento retém a luz que atravessa a retina e a que se espalha dentro do olho, evitando reflexos que reduziriam o contraste da imagem, como o interior escuro de uma câmera fotográfica. Na íris, a camada pigmentada impede que a luz atravesse o tecido e chegue à retina fora da pupila.

Cada região acrescenta uma função própria. O epitélio da retina cuida dos fotorreceptores e forma a barreira externa entre o sangue e a retina; o do corpo ciliar, junto com a camada sem pigmento, participa da formação do humor aquoso e da barreira entre o sangue e o aquoso; o da íris forma a face posterior opaca do diafragma da pupila.

Na prática clínica

  • Na síndrome de dispersão pigmentar, o atrito entre a face posterior da íris e as fibras que sustentam o cristalino solta pigmento, que se deposita na malha trabecular e pode elevar a pressão do olho; é descrita sobretudo em adultos jovens míopes.
  • No albinismo, a redução ou ausência de melanina no epitélio pigmentar da retina e da íris deixa a íris translúcida, com a luz atravessando-a no exame, e se associa a sensibilidade à luz, nistagmo e acuidade visual reduzida, em parte por alteração do desenvolvimento da fóvea.
  • Cistos do epitélio pigmentar da íris e do corpo ciliar costumam ser benignos e descobertos ao acaso; a biomicroscopia ultrassônica ajuda a diferenciá-los de tumores. A hipertrofia congênita do epitélio pigmentar da retina forma manchas escuras e planas, em geral inofensivas.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Epitélio pigmentar da retinaParte de Epitélio pigmentar do olho

Nesta região

CórneaÓrgãos dos sentidos
CristalinoÓrgãos dos sentidos
Segmento anterior do olhoÓrgãos dos sentidos
PálpebraÓrgãos dos sentidos
Aparelho lacrimalÓrgãos dos sentidos
Segmento posterior do olhoÓrgãos dos sentidos
EscleraÓrgãos dos sentidos
Cápsula de TenonÓrgãos dos sentidos

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.