Rampa timpânica
A rampa timpânica é o compartimento de perilinfa da cóclea que fica abaixo do ducto coclear e termina na janela redonda. É por ela que a onda de pressão volta e se dissipa depois de percorrer a espiral.

Onde fica
A rampa timpânica é o canal inferior da cóclea. Começa no ápice, onde se continua com a rampa vestibular pelo helicotrema, e desce em espiral até a base, terminando na janela redonda, fechada pela membrana timpânica secundária, voltada para a cavidade da orelha média. Seu teto é a membrana basilar, que a separa do ducto coclear e sustenta o órgão de Corti.
Perto da janela redonda abre-se nela o aqueduto da cóclea, canal que a liga ao espaço subaracnóideo. Essa janela é o ponto em que o líquido da cóclea encontra um limite elástico voltado para a orelha média.
Para que serve
A rampa timpânica dá saída à pressão. O líquido é praticamente incompressível, de modo que, quando o estribo empurra a janela oval para dentro, algo precisa ceder em outro ponto: a membrana da janela redonda abaúla para a orelha média. Sem essa válvula de alívio, a perilinfa não poderia se deslocar e a membrana basilar quase não se moveria.
A rampa também faz parte do circuito mecânico da audição: sua face superior, a membrana basilar, é a que oscila e leva o órgão de Corti consigo. Por contato direto com essa membrana e com a lâmina espiral óssea, é a rampa que fica mais próxima das terminações dos neurônios do gânglio espiral e, por essa proximidade, a região onde se coloca o eletrodo de um implante coclear.
Na prática clínica
- A obstrução ou a ossificação da rampa, que pode seguir infecções da orelha interna como a meningite, é avaliada em exames de imagem antes de um implante coclear.
- Alterações da janela redonda ou da membrana que a fecha podem modificar a transmissão da pressão e aparecem, em alguns quadros, entre as causas investigadas de perda auditiva e de sintomas de pressão.
Estruturas relacionadas
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