Ligamento espiral da cóclea
O ligamento espiral da cóclea é o espessamento de tecido conjuntivo na parede externa do canal coclear, entre o osso e o ducto coclear. Sustenta a estria vascular e prende a membrana basilar.

Onde fica
O ligamento espiral reveste a parede lateral da cóclea, por dentro do osso, ao longo de toda a espiral. Em corte, tem forma de crescente, forma a parede externa do ducto coclear e avança um pouco sobre as duas rampas, em continuidade com o periósteo da parede óssea. Sua face voltada para o ducto coclear é coberta pela estria vascular, e na parte inferior ele dá inserção à membrana basilar.
Não é um ligamento no sentido de articulação. É um tecido conjuntivo frouxo rico em vasos e formado por vários tipos de fibrócitos, células especializadas organizadas em zonas, que se distinguem por seus canais e bombas de íons. A região em que se prende a membrana basilar tem uma saliência chamada crista basilar.
Para que serve
O ligamento espiral tem duas tarefas: mecânica e de transporte. Como estrutura de apoio, ancora a membrana basilar e a estria vascular à parede óssea, mantendo a tensão da membrana de que depende a separação das frequências do som.
Como parte da maquinaria iônica, seus fibrócitos fazem parte da via de reciclagem do potássio. O potássio que sai das células ciliadas pela perilinfa é captado por células de sustentação e fibrócitos, que o conduzem por junções comunicantes até a estria vascular, onde volta à endolinfa. Assim o ligamento ajuda a manter o potencial positivo do ducto, em conjunto com a estria.
Na prática clínica
- A degeneração dos fibrócitos do ligamento, observada em estudos de orelhas de pessoas idosas, é uma das alterações associadas à perda auditiva relacionada à idade.
- Variações nos genes de proteínas de junção e de canais dessa região, como as conexinas, estão entre as causas descritas de perda auditiva hereditária.
Estruturas relacionadas
Nesta região




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