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Ducto nasolacrimal

O ducto nasolacrimal é o canal curto que leva a lágrima do saco lacrimal até a cavidade nasal. Passa por um túnel ósseo na lateral do nariz e se abre sob a concha nasal inferior.

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Ducto nasolacrimal. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O ducto nasolacrimal é a continuação do saco lacrimal, a bolsa situada no canto interno do olho, e desce até a cavidade nasal. Corre dentro do canal nasolacrimal, um túnel ósseo na parede lateral do nariz formado pela maxila, pelo osso lacrimal e pela concha nasal inferior. Segue para baixo, um pouco para trás e para o lado, junto à parede medial do seio maxilar.

Termina no meato nasal inferior, o espaço sob a concha nasal inferior, abrindo-se por uma prega de mucosa, a válvula de Hasner. Por dentro é revestido por epitélio com células caliciformes e por fora é cercado por veias, que se continuam com as do nariz.

Para que serve

O ducto é o último trecho da via de drenagem da lágrima e a leva ao nariz. A lágrima chega ao saco lacrimal pelos canalículos, impulsionada em parte pelas piscadas, pois o músculo orbicular dilata e comprime o saco como uma bomba, e desce pelo ducto, em parte pela gravidade. Estima-se que a maior parte da lágrima que não evapora tenha esse destino.

Daí vêm fatos conhecidos: ao chorar, o nariz escorre, e colírios pingados nos olhos às vezes deixam gosto na garganta, porque parte do líquido sai por esse canal e chega à faringe. A válvula de Hasner dificulta o refluxo de ar e de secreção do nariz para o saco, e a mucosa do ducto reabsorve parte do líquido.

Na prática clínica

  • Em uma parcela dos recém-nascidos, a válvula de Hasner ainda está fechada por uma membrana, e a obstrução congênita causa lacrimejamento e secreção no canto do olho; muitas vezes se resolve sozinha no primeiro ano de vida e é acompanhada pelo pediatra ou pelo oftalmologista.
  • Em adultos, a obstrução adquirida é mais comum em mulheres e com a idade, e pode vir de inflamação crônica, trauma de face ou cirurgias do nariz e dos seios da face; a lágrima parada favorece a dacriocistite, infecção do saco lacrimal.
  • A irrigação das vias lacrimais, a tomografia e a dacriocistografia mostram onde está o bloqueio; cirurgias que criam uma passagem nova entre o saco e o nariz, as dacriocistorrinostomias, estão entre os procedimentos descritos nas obstruções persistentes.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.