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Doctor System Atlas

Membrana basilar

A membrana basilar é a lâmina flexível que forma o assoalho do ducto coclear e sustenta o órgão de Corti. Vibra como uma onda quando o som chega à cóclea, e cada região responde melhor a uma frequência.

Esquema da cóclea desenrolada com a membrana basilar e a membrana tectória, mostrando a codificação de frequências ao longo da membrana
Membrana basilar. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A membrana basilar se estende ao longo de toda a espiral da cóclea, da volta da base até o ápice. Uma de suas bordas se prende à lâmina espiral óssea, uma crista que sai do eixo central da cóclea, e a outra, ao ligamento espiral, na parede externa do canal. Assim ela forma uma fita esticada entre as duas margens.

Por cima dela fica o ducto coclear, com o órgão de Corti apoiado em sua face superior; por baixo, a rampa timpânica, cheia de perilinfa. A largura não é constante: a membrana é estreita e rígida na base e vai ficando mais larga e flexível rumo ao ápice, o oposto do tubo ósseo, que se afunila nessa direção.

Para que serve

Quando o estribo empurra o líquido do vestíbulo, a diferença de pressão entre as rampas provoca uma onda que corre pela membrana basilar, da base para o ápice, a chamada onda viajante. Como a rigidez e a largura mudam ao longo do trajeto, cada frequência produz o deslocamento máximo em um ponto diferente: os sons agudos perto da base, os graves perto do ápice. A membrana funciona, assim, como um analisador mecânico, uma espécie de teclado em que cada posição corresponde a um tom.

O ponto de maior deslocamento define quais células ciliadas são mais estimuladas, e é essa informação de lugar que o nervo coclear leva ao encéfalo. As células ciliadas externas, ao amplificar a vibração local, afinam esse pico e tornam a distinção entre tons vizinhos mais precisa.

Na prática clínica

  • A perda auditiva causada por ruído costuma começar nas frequências agudas, em regiões da cóclea próximas à base, e a audiometria mostra uma queda característica nessa faixa. A perda de agudos também costuma ser a primeira alteração do envelhecimento da audição.
  • Em implantes cocleares, uma fileira de eletrodos é posicionada na rampa timpânica, ao longo da membrana basilar, e estimula as fibras nervosas em posições que correspondem a frequências diferentes, aproveitando a organização por tons da cóclea.
  • Na doença de Ménière, a perda auditiva costuma ser inicialmente de sons graves e flutuante, o que ilustra como regiões diferentes da cóclea, e da membrana, respondem a faixas distintas de frequência.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Aqueduto da cócleaÓrgãos dos sentidos
Rampa timpânicaÓrgãos dos sentidos
Rampa vestibularÓrgãos dos sentidos
Lâmina espiral ósseaÓrgãos dos sentidos
Ligamento espiral da cócleaÓrgãos dos sentidos

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.