Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Epitélio pigmentar da retina

O epitélio pigmentar da retina é a camada única de células com melanina situada entre os fotorreceptores e a coroide. Sustenta os fotorreceptores, recicla o pigmento visual e forma uma barreira entre o sangue e a retina.

  • Inglês: Retinal Pigment Epithelium
  • Também chamado de: epitélio pigmentado da retina
  • Órgãos dos sentidos
Esquema das camadas da retina com o epitélio pigmentar junto à coroide, os bastonetes e cones, e as células bipolares e ganglionares
Epitélio pigmentar da retina. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O epitélio pigmentar da retina ocupa a face externa da retina, entre a camada de cones e bastonetes e a membrana de Bruch, lâmina fina que o separa da coroide. É uma única camada de células hexagonais, que vai da borda do disco óptico até a ora serrata, onde continua com o epitélio pigmentar do corpo ciliar.

A face voltada para a retina tem microvilosidades longas, que envolvem as pontas dos segmentos externos dos fotorreceptores; a face oposta, pregueada, assenta na membrana de Bruch. As células são ricas em grânulos de melanina e, com o tempo, acumulam lipofuscina, resíduo do metabolismo. Na região da mácula são mais altas e mais pigmentadas.

Para que serve

É o grande serviço de apoio dos fotorreceptores. A cada dia, eles renovam parte dos segmentos externos, e as pontas gastas são engolidas e digeridas pelas células do epitélio pigmentar; sem essa limpeza, os restos se acumulariam. As células também recebem de volta a vitamina A usada na captação da luz e a regeneram, para que o pigmento visual seja refeito, no chamado ciclo visual.

O epitélio transporta ainda nutrientes e glicose da coroide para a retina e remove água e metabólitos no sentido inverso, o que contribui para manter a retina aderida. Suas junções de oclusão formam a barreira externa entre o sangue e a retina, a melanina absorve a luz dispersa, e as células secretam fatores que mantêm os vasos da coroide e a camada de fotorreceptores.

Na prática clínica

  • Na degeneração macular relacionada à idade, depósitos sob o epitélio, as drusas, e a perda gradual de suas células e dos fotorreceptores acima delas marcam a forma atrófica. A autofluorescência do fundo do olho, que reflete a lipofuscina, mostra as áreas sem células.
  • Na coriorretinopatia serosa central acumula-se líquido sob a retina, às vezes com descolamento do epitélio pigmentar, e a visão central fica distorcida e embaçada; a tomografia de coerência óptica mostra o líquido e é usada no acompanhamento.
  • Na retinite pigmentosa, grupo de doenças hereditárias que degeneram os fotorreceptores, células do epitélio pigmentar migram para a retina e formam depósitos escuros em espículas, vistos no fundo do olho; a visão noturna e o campo visual periférico costumam ser os primeiros afetados.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.