Pular para o conteúdo
Doctor System Atlas

Estria vascular

A estria vascular é a faixa de epitélio rica em capilares na parede externa do ducto coclear. Produz a endolinfa e mantém o potencial elétrico positivo que sustenta o funcionamento das células ciliadas da cóclea.

Ilustração anatômica: Estria vascular (Stria Vascularis)
Estria vascular. Rótulos em inglês. Imagem: Furness DN, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A estria vascular reveste a parede lateral do ducto coclear, de uma ponta à outra da espiral da cóclea, entre a inserção da membrana vestibular e a proeminência espiral. Sua face interna fica voltada para a endolinfa; a externa se apoia no ligamento espiral, que a separa do osso.

É um epitélio incomum, pois contém capilares dentro dele, em vez de abaixo dele. Apresenta três tipos principais de células: marginais, voltadas para o ducto; intermediárias, ricas em pigmento e de origem diferente das demais; e basais, que formam a camada junto ao ligamento.

Para que serve

A estria vascular é a fonte do ambiente químico e elétrico da endolinfa. Suas células marginais bombeiam íons, em especial potássio, para o ducto, e as células intermediárias participam de um circuito de canais que gera o potencial endococlear, de cerca de 80 milivolts positivos em relação à perilinfa.

Essa diferença elétrica é uma espécie de bateria: quando os cílios das células ciliadas se inclinam, o potássio entra a favor desse gradiente, e a resposta ao som é rápida e sensível. Os capilares fornecem a energia necessária, e uma barreira entre o sangue e o líquido do ducto protege a composição da endolinfa. Como o ciclo depende de bombas que gastam energia, a estria é um dos tecidos de maior consumo da cóclea.

Na prática clínica

  • Alterações da estria estão ligadas a um padrão de perda auditiva relacionado à idade, em que o potencial endococlear diminui e os limiares sobem de modo semelhante em várias frequências.
  • Alguns medicamentos usados em contextos hospitalares, como certos diuréticos de alça, atuam sobre transportadores dessa região e podem afetar a audição de forma geralmente reversível.
  • Variações em genes de canais e de junções desse epitélio aparecem em formas hereditárias de perda auditiva, estudadas em consultas de genética.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Membrana tectóriaÓrgãos dos sentidos

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.